Março 2020 ~ MISSÕES CRISTÃO

A Vitória do Bem


A Vitória do Bem

Texto Bíblico: Apocalipse 17.1-7; 18.1-5; 19.1-9


A ênfase do livro do Apocalipse não é outra senão a vitória do Bem! Não esqueçamos que João, o Vidente, tendo registrado a revelação de Jesus Cristo, estava levando o conforto e a esperança de Sua mensagem às sete igrejas da Ásia, as quais representam toda a Igreja Militante e perseguida de todos os tempos e em todos os lugares. É uma mensagem para os cristãos caçados, aprisionados e vitimados pelo Império Romano, e para a chamada Igreja Subterrânea na China comunista, é para a Igreja de Cristo em certos países muçulmanos onde a fé cristã é igualmente hostilizada, e precisa desta mensagem de conforto.

Esta sexta visão, a da mulher montada numa besta, traz uma colorida e real descrição do sistema ímpio que domina o mundo. Isso ocorreu no passado, mas ocorre igualmente nos dias de hoje. Todo o sistema governamental ímpio, maligno, recebe o nome simbólico de Babilônia, nome do antigo império que governou o Oriente Médio. Era o Primeiro Mundo da época, era quem dominava política e financeiramente o mundo antigo. Foi a Babilônia que tornou Israel submisso, destruiu Jerusalém e levou seu povo em cativeiro (587/586 a.C.), onde permaneceu por 70 anos.

Surgiram na Babilônia alguns fatos interessantes e relevantes. O primeiro deles é o enorme senso de dependência de Deus. Já não havia o Beth haMikdash, o Templo; não mais havia sacrifícios, razão porque tiveram os exilados que realizar algo novo. Diante de uma situação inusitada, pode-se tomar uma de duas soluções: ou algo novo é criado ou a pessoa se adapta à situação. Foi o que aconteceu com os judeus na Babilônia. Lá foi criada a sinagoga (Beth haSefer), já que não havia Templo, cuja função era a da realização de sacrifícios. Só isso.

Assim, passaram a estudar básica e sistematicamente a Torah. Só como referência presente, as terras da antiga Babilônia hoje são o Iraque e seu entorno.

Que fique na mente o nome destas duas cidades: Babilônia e Jerusalém: são importantes para o restante do nosso estudo. Babilônia, no código do Apocalipse, é a representação do mal, do pecado, da imoralidade, de tudo o que afasta de Deus; Jerusalém, por outro lado, é o símbolo do bem, da vida pura, de tudo o que traz para mais perto do Criador. Lembrando esse fato, dá para entender porque Babilônia, por si, símbolo de tudo o que não presta, é no capítulo 17, a "Grande Prostituta".

A Grande Prostituta (Ap 17.1-7)

Na abertura do capítulo 12, apareceu uma mulher. Estava gloriosamente vestida de Sol, pisava no tapete que era a Lua, e portava uma coroa de 12 estrelas. Essa mulher é a Igreja de Cristo.

Neste capítulo 17, aparece outra mulher. Está sentada sobre muitas águas. Não esqueçamos que "mar, muitas águas" é símbolo de nações. E essa mulher devassa, aqui chamada de "a grande prostituta", faz das nações o seu tapete, o que, aliás, está dito no verso 15, "Então o anjo me disse: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, línguas e nações." Enquanto a Igreja de Jesus Cristo é descrita como em glória, vestida de Sol, pisando a Lua e com uma coroa de 12 estrelas (tudo para dizer que ela é "gloriosa, sem mácula nem ruga nem coisa semelhante", cf. Ef 5. 27), neste capítulo , João fala de devassidão. Ela há de ser julgada por prostituição, falta de caráter.

O anjo transporta em espírito o apóstolo João até um deserto. Nele, é encontrada a referida mulher montada numa besta de cor vermelha. Esse monstro se caracterizava por ter 7 cabeças e 10 chifres, e estava carregado de blasfêmias. A roupa da mulher era de púrpura e escarlata (tecidos tingidos de finíssima qualidade, de grife, diríamos hoje), e estava enfeitada com jóias de ouro, de pérolas e pedras preciosas. Na sua mão, um cálice de ouro que continha toda a corrupção e sujeira próprias da sua vida devassa e desavergonhada.

Havia um nome escrito na sua testa:

"BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA".

Uma observação é que todas as personagens destes últimos contextos têm algo escrito na testa. Todos têm um "crachá", o cartão de visita:

os salvos têm o nome do Cordeiro que lhes trouxe o perdão e salvação;

os ímpios têm o número 666, a marca da besta;

e a prostituta, Babilônia, a mãe de todas as corrupções.

A essa altura, a mulher apresenta-se embriagada com o sangue dos mártires. Tantos irmãos nossos foram mortos na Igreja Apostólica porque foram perseguidos, acuados, violentados, jogados às feras, enfim, martirizados de mil maneiras, e aqui está Babilônia, a grande prostituta completamente bêbada, entorpecida, intoxicada. João a olha com admiração e espanto, ao que o anjo lhe assegura que irá proclamar todo o mistério daquela mulher e do monstro que lhe serve de montaria.

Não é difícil entender que João, fazendo menção da Babilônia, está, na realidade, referindo-se à cidade de Roma. Roma é a capital do império do mesmo nome, e feroz perseguidora dos crentes em Jesus Cristo. Os crentes quando leram, entenderam que o Vidente falava do Império Romano e não da Babilônia política e física. Há evidências que elucidam isso. O verso 9 diz que "as sete cabeças são os sete montes, nos quais a mulher está sentada". Roma está edificada sobre 7 colinas. Precisa dizer mais?

A verdade é que estamos rodeados pela influência e práticas da Babilônia apocalíptica.
Onde há mentira, idolatria, imoralidade, corrupção, deslealdade, traição, aí se manifesta o espírito da chamada "Grande Prostituta". Essa tendência é encontrada nas casas dos pobres e nas casas dos ricos, nas escolas, nas bocas-de-fumo, no ambiente político, no meio financeiro, no morro, no meio dos traficantes, nos chamados "bairros nobres" e nas "invasões", nas grandes avenidas, nas praças e, até, ...nas igrejas. O espírito da ganância, de ganhar por ganhar, de explorar o outro, de aproveitar-se da simplicidade de algumas pessoas é típico desta influência.

A queda da Babilônia é anunciada (Ap 18.1-5)

João afirma que, na visão, um anjo desceu do céu revestido de autoridade, o que fez a terra se iluminar com a decorrente glória. Este anjo exclama com forte voz: "Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios..." (v. 2ss.) E no contexto do alerta sobre a queda da Grande Prostituta, outra voz foi ouvida do céu, ordenando que o povo que se chama pelo Nome do Senhor se retirasse da cidade para que não fosse tido por cúmplice nas coisas erradas, nem sofresse inocentemente com os flagelos (morte, lamentações, fome e incêndios) que cairiam sobre ela, como realmente, mais adiante, Roma caiu fragorosamente, e a Roma de hoje não é sequer um décimo da Roma do passado.

Quem diria que os antigos impérios do Oriente seriam reduzidos a cinzas? Do Egito dos faraós, o que resta são ruínas e lembranças. Quando se vai do Cairo a Giza (Gizé) pela estrada que bordeja os canais do rio Nilo, ao se chegar à região das pirâmides, o que se vê é algo deslumbrante. As três grandes pirâmides (Quéops, Quefrem e Miquerinos) são extraordinariamente magníficas. A Grande Pirâmide tem altura superior a uns 8 de nosso templo. Para quê? Só para abrigar o corpo mumificado de um homem, e as riquezas de que precisaria na vida além, de acordo com sua teologia. Tudo foi roubado e levado para museus da Europa.

Que desprestígio para reis tão poderosos como os faraós cujas múmias foram contrabandeadas e na identificação das caixas estava escrito "BACALHAU". Assim terminou a glória desses impérios. O Egito moderno não representa a potência de Primeiro Mundo que era o Egito antigo. Lembranças e pó.

Da Babilônia dos jardins suspensos (uma das sete maravilhas do mundo antigo), só encontramos igualmente pedras e pó. A Roma Imperial, a Roma dos Césares e das injustiças, caducou, foi esmagada pelas invasões bárbaras. O que sobrou da Roma Antiga é só para turista matar a curiosidade. Tudo, entretanto, já havia sido antecipado nas profecias, como neste capítulo 18 do livro do Apocalipse.

Esta profecia coloca dentro do mesmo processo de julgamento "todas as nações", "os reis da terra" e "os mercadores da terra". Quer dizer, todos os que favoreceram e se favoreceram da Grande Prostituta são culpados e serão submetidos a rigoroso julgamento. Com essas referências, percebemos que haverá um julgamento especial para os que se aproveitaram do poder político e do poder econômico para empobrecer e prejudicar os outros, coisa de que todos os dias os jornais dão notícia, "E, contemplando a fumaça do seu incêndio, clamavam: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?" (v. 18). A nossa o é.

O julgamento não se fez esperar, pois "em uma só hora, foi devastada..." (leia os versos 16-19). Com Deus não se brinca, ou como ensina a Santa Palavra, "De Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6.7).

Alegria no céu! (Ap 19.1-9)

É o tema do capítulo 19. Os cânticos de louvor são dominantes ao longo de todo o relato.
Os grupos corais são formados por "uma numerosa multidão" (vv. 1-3, 6-8) e pelos "vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes" (v. 4). Houve também um solista anônimo (v. 5).
Nessa altura, o anjo profere uma expressão de bem-aventurança dos que são convidados a participar da festa de casamento do Cordeiro (Cristo) e de Sua noiva (a Igreja). João, de tão impressionado e grato pela bênção desse culto de ação de graças, ajoelha-se para adorar o anjo, que recusa a homenagem e aponta para Deus, o único que merece o nosso culto e louvor. "Olha, não faças isso! Sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus!", diz ele (v. 10).

Quando, finalmente, a Babilônia cair, a Igreja de Cristo vai se alegrar porque não faz parte do seu maléfico, deletério e pecaminoso sistema. A derrota de Satanás é um legítimo motivo de satisfação, alegria e louvor a Deus.

Entendamos que esse é o modo como a comunhão perfeita com Jesus Cristo se dará de fato. E se o cântico em 19.1 não deixa dúvidas sobre a salvação, o poderio, a glória e o senhorio serem de Cristo Jesus, então Deus tem todo o direito de julgar os Seus opositores e blasfemadores. É verdade que os césares (imperadores romanos) haviam exigido dos seus súditos reverência, culto e fidelidade porque a palavra de ordem era "César é o senhor!". No entanto, atendendo a uma visão e chamada eternas, a lealdade, a adoração e o profundo respeito eram prestados pelos cristãos a Jesus Cristo, e elevavam a palavra de ordem, de louvor, e de adoração, "Jesus Cristo é o Senhor!"

Pois é: "Caiu! Caiu a grande Babilônia...!" (18.2b)E dela não se ouve mais, porque "a sua fumaça sobe pelos séculos dos séculos" (19.3b)




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