MISSÕES CRISTÃO

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1. Deus Ama Você !

A BÍBLIA diz, "Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não vá para o inferno, mas tenha a vida eterna".




O TITANIC E A PREDESTINAÇÃO


O TITANIC E A PREDESTINAÇÃO

Homens de todas as tribos sempre gostaram de construir colossos, prédios, pontes, torres, arranha-céus, monumentos cada vez maiores. Sejam quais forem os objetivos, essas construções representam sinais exteriores de riqueza e poder, produto do orgulho e da vaidade. A primeira materialização desse desejo nato ocorreu com a construção da Torre de Babel, com o que pretendiam chegar aos céus. Deus não permitiu essa afronta.

Torre de Babel 

"E disseram [os descendentes de Noé] uns aos outros: Edifiquemos uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra" (Gênesis 11.4). Desejavam construir uma cidade-império, dominadora, poderosa, única: uma só língua, um só governo. Mas Deus não quis que o mundo ficasse sob a direção de um só homem, ou de uma elite. Ainda hoje nações econômica e militarmente poderosas esforçam-se por exercer domínio sobre o resto do mundo. A intenção de Deus é que haja equilíbrio de forças, equilíbrio nas economias, na distribuição de rendas, com oportunidades para todos. Há alguns anos havia duas potências mundiais, duas torres de Babel, dirigindo os destinos da humanidade: a antiga União soviética e os Estados Unidos. A primeira, desmantelou-se, fragmentou-se o temível império em várias nações independentes e autônomas, com suas bandeiras, hinos, cultura, governos. A segunda, os Estados Unidos da América, tem pago um preço altíssimo por sua supremacia política, econômica e militar.

Colosso de Rhodes

A começar pelas Sete Maravilhas do Mundo Antigo, destacamos "O Colossos de Rhodes", em bronze com base de mármore branco, na Ilha de Rhodes, Grécia, com 46 metros de altura. Concluída em 282 a.C., após doze anos de trabalho, a gigante estátua foi destruída juntamente com a cidade, por um forte terremoto, em 226 a.C.

Estátua de Zeus 

A majestosa "Estátua de Zeus", "deus dos deuses", com quinze metros, feita de marfim e ébano com incrustações de ouro e pedras preciosas, em cuja homenagem os Jogos Olímpicos da Antiguidade eram festejados. Localizava-se no Templo de Olímpia, na Grécia. A obra foi concluída em 447 a.C. e destruída por um incêndio 922 anos mais tarde.

O Farol de Alexandria

Monumento dedicado aos deuses salvadores Ptolomeu Soter e sua esposa Berenice. Servia de auxílio aos navegantes. Inaugurado em 270 a.C., na antiga ilha de Faros, agora um promontório na cidade de Alexandria no Egito. Durou 1.750 anos. Seriamente danificado por terremotos, foi finalmente destruído em 1.480. Esse farol era útil aos navegantes.

Templo de Ártemis (Diana)

Esse templo, em homenagem à deusa dos bosques (Ártemis), localizava-se na cidade grega de Efésio, na Turquia; foi concluído no ano de 550 a.C. e levou 120 anos para ficar completamente pronto. A sua altura é desconhecida, mas tinha 80 metros de largura e 130 metros de profundidade. A escultura da deusa Ártemis era em ébano, ouro, prata e pedra preta. Durou 194 anos, até ser destruído pelos godos.

Túmulo de Mausoléu

Com 50 metros de altura, construído em mármore e bronze por Artemísia, viúva de Mausolo, em Halicarnasso, Caria, hoje Turquia. A construção durou dez anos e nela trabalharam 30.000 homens. Provavelmente, destruído por um terremoto entre os séculos XI e XV.

Pirâmides do Egito

Sepulturas dos faraós construídas há mais de 40 séculos na Planície de Gizé, a 15 km do Cairo, capital do Egito. As mais célebres são as de Quéops (137,2m), Quéfrem (136,5m) e Mikerinos (66m), nomes de três reis (pai filho e neto). Das sete maravilhas da antiguidade somente as pirâmides do Egito ainda existem, apesar dos estragos causados pela ação do tempo. Serviram de sepultura dos faraós, que acreditavam poder subir até os seus deuses, no céu, se seus corpos fossem assim sepultados. As pirâmides continuam sendo objeto de estudos, pois abrigam muitos mistérios.

Jardins Suspensos da Babilônia

Segundo uma das versões, os Jardins foram construídos em 605 a.C. por Nabucodonosor II em homenagem a sua mulher, Amitis, no sul do Iraque. Outra versão diz que foram construídos por Semíramis. Na verdade, eram seis montanhas artificiais, no sul do Rio Eufrates, 50 km ao sul da atual Bagdá, Capital do Iraque. Nos terraços, construídos com trabalho escravo, foram plantadas palmeiras e flores tropicais, para deleite de seus proprietários. Hoje, não existe qualquer vestígio desses jardins.

Os homens continuaram dando expansão aos seus desejos de mostrar ao mundo sinais de riqueza, poderio militar e econômico. Na era da modernidade, destacam-se os arranha-céus, as grandes estruturas. Algumas dessas obras são apreciadas pelo bom gosto de seus idealizadores, pela beleza de suas formas; outras, apenas por suas gigantescas proporções. Algumas, necessárias; outras, como na Antiguidade, apenas um bem supérfluo, sem nenhuma utilidade prática. Vejamos algumas dessas obras dos tempos modernos.

Torre Eifell

A Torre Eifell de Paris, conhecida como "A Dama de Ferro", 10.100 toneladas, 320 metros de altura, incluindo a antena, duas vezes mais alta do que a grande pirâmide do Egito, foi construída em alguns meses, em 1889, e consumiu 15.000 barras de ferro. Seu nome é uma homenagem ao engenheiro civil francês Gustave Alexandre Eifell, projetista e construtor da obra.

O Muro de Berlim

A construção do Muro de Berlim, de 155 quilômetros, que separava Berlim Ocidental de Berlim Oriental, iniciou-se em 13 de agosto de 1961, e começou a ser derrubado a partir de 9 de novembro de l989, quando pela primeira vez, em 28 anos, os cidadãos da antiga União Soviética puderam visitar seus irmãos do lado ocidental e democrático. A queda do Muro, símbolo da guerra fria e da divisão do mundo em duas potências antagônicas, marcou a falência do sistema comunista soviético. Dados revelam que durante a existência do "Muro da Vergonha", como ficou conhecido, 75.000 alemães foram presos, e 809 mortos durante tentativa de atravessar na direção oriente-ocidente.

Empire State Building

Com 381 metros de altura. Em 1950 foi colocada na estrutura uma antena de televisão de 67 metros, fazendo com que a altura total do edifício atingisse 448 metros. O Empire State continuou sendo o prédio mais alto do mundo até 1971, quando foi terminada a primeira torre do World Trade Center, também em Nova York. Com a destruição das torres gêmeas, em 11 de setembro de 2001, por atos terroristas, o Empire voltou a ser o mais alto edifício do mundo.

World Trade Center

As torres gêmeas de Nova York - Com uma altura, cada uma, de 411 metros, com 110 andares, simbolizavam, em Nova York, o poder econômico da mais poderosa nação do mundo, os Estados Unidos da América. Superava o Empire State Building, com 381 metros, sem a antena. Terça-feira, 11 de setembro de 2001, uma data que jamais será esquecida, essas torres foram destruídas, deixando um saldo de 2.823 vítimas, trinta por cento das quais jamais poderão ser identificadas, tamanho o calor da explosão do combustível nos aviões utilizados pelos sequestradores.

Titanic

Repousa no Oceano Atlântico, a 4.126 metros de profundidade, desde a madrugada do dia 15.04.1912, o que restou das 46,329 toneladas do navio Titanic, 270 metros de comprimento, 28 metros de largura, o "Navio dos Sonhos", o "Palácio Flutuante". Sua construção foi concluída em maio de 1911, em que foram empregados os mais modernos sistemas de segurança, ao custo de 400 milhões de dólares. Antes de iniciar sua viagem inaugural da Inglaterra para Nova York, alguém teria feito um infeliz prognóstico: "Nem Deus afunda o Titanic". Não desejamos concluir, e não podemos fazê-lo, que Deus foi o autor da tragédia. Mas asseguramos com certeza que bastou a ponta de um iceberg para nocautear o gigante, e fazer naufragar com ele 1.522 almas.

A maioria dessas obras gigantescas, a começar pela Torre de Babel, caiu por terra. Muitas delas foram produto da vaidade humana, uma vaidade que exige demonstração pública de poder e riqueza. Nos tempos modernos, há uma corrida entre nações ricas para ver quem constrói torres cada vez mais elevadas, complexos comerciais cada vez maiores. A verticalização dos edifícios comerciais decorre, também, de uma exigência do mercado imobiliário, considerando as limitações de espaços nas grandes metrópoles. Contudo, por trás dessa imperiosa necessidade de ampliação dos espaços para atender a demanda, há o desejo de colocar o nome da empresa, da família, da nação num lugar bem alto, mais alto do que todos, para que todos vejam, admirem, reverenciem, aplaudam.

Noventa anos separam o naufrágio do navio Titanic, no Oceano Atlântico, da tragédia do World Trade Center, em Nova York, e milhares de anos separam estes da Torre de Babel. Tais fatos revelam-nos que não há um só lugar completamente seguro em nosso planeta. Por isso devemos fazer tudo para glória de Deus, porque "se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (Salmos 127.1). Os homens têm construído casas e edifícios com todos os requisitos de segurança: portas de aço, guardas, sistema de alarme, grades de fero, cães amestrados, mas se esquecem de fazer um seguro para a vida eterna; temem os que podem matar o corpo e não podem matar a alma, mas não temem Aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo (Mt 10.28).

Resgato a imagem do Titanic para ajudar numa outra reflexão. Há muitos séculos fazemos a seguinte pergunta: o crente pode perder a salvação? E há muitos séculos uns dizem que pode, outros, que não pode. De um lado, os que consideram a salvação imperdível; do outro, os que consideram plenamente possível o cair da graça. Vejamos um resumo dessas doutrinas.

CALVINISMO - Sistema teológico elaborado pelo teólogo francês João Calvino (1509-1564). Os pontos fundamentais do seu ensino são:

(1) Depravação total: Os homens nascem depravados, não lhes sendo possível, nesse estado, escolher o caminho da salvação.

(2) Eleição incondicional - Somos escolhidos por Deus para salvação, independente de qualquer mérito de nossa parte.

(3) Graça irresistível - Os escolhidos não resistirão à graça salvadora do Criador, em razão da atuação do Espírito Santo, convencendo-os do pecado.

(4) Expiação limitada aos eleitos - O alto preço do resgate, pago por Jesus na cruz, alcançou apenas os eleitos.

(5) Perseverança dos crentes - Nenhum dos eleitos perderá a salvação; irão perseverar até o fim, pois estão predestinados ao céu desde a fundação do mundo. Em resumo, o movimento teológico calvinista defende a absoluta soberania de Deus, e a exclusão do livre-arbítrio. Deus concede aos eleitos graça eficaz e irresistível, que permite ao homem continuar perseverante por toda a vida.

ARMINIANISMO - Sistema teológico formulado pelo teólogo holandês Jacobus Arminius (1560-1609), em oposição à doutrina calvinista da predestinação, assim exposto:

1) Livre-arbítrio - Deus concedeu ao homem a capacidade de aceitar ou recusar a salvação que lhe é oferecida.

2) Eleição condicional - Deus elege ou reprova com base na fé ou na incredulidade em Jesus Cristo.

3) Expiação ilimitada - Cristo morreu por todos, e não somente pelos eleitos.

4) Graça resistível - É possível ao homem rejeitar a Graça de Deus e, em conseqüência, perder a salvação.

5) Decair da Graça - Os salvos podem perder a salvação se não perseverarem até o fim.

Agora, tomemos por empréstimo a imagem do Titanic para melhor compreendermos a eleição incondicional e prévia dos salvos, a restrição ao acesso da cruz de Cristo, por um lado; e por outro, o livre-arbítrio, a eleição condicional, o acesso à cruz a todos os que aceitarem o Evangelho. A vida aqui na terra é uma viagem inaugural que tem começo e fim. O homem está avariado pelo iceberg do pecado; se continuar no mesmo rumo, sem mudar de atitude, sem mudar a rota, fatalmente será destroçado.

Em determinado momento, um enorme navio, o navio dos predestinados, mais belo e mais possante, baixa âncoras junto ao Titanic dos condenados. O Comandante, de posse de um potente megafone, anuncia que está ali para salvar vidas. Imediatamente, com auxílio de roldanas, faz descer uma enorme prancha de madeira em forma de cruz, a fim de permitir o acesso dos condenados ao navio da predestinação. "Venham! Venham, meus escolhidos; aqui encontrarão descanso para suas almas", diz o Comandante.

A água, que inicialmente invadira cinco dos 16 compartimentos estanques, agora toma conta das fornalhas, invade os alojamentos da terceira classe e faz submergir um terço da proa. As 1.954 janelas com vidro vão-se quebrando pouco a pouco, e os estilhaços provocam profundos ferimentos nas pessoas. Ao ouvirem o chamado, nem todos atendem. São os que ainda alimentam vãs esperanças, um bom número corre para iniciar a travessia. Todavia, ouvem uma ordem: "Não! Não venham todos! Só os escolhidos poderão passar por essa cruz. Por alto preço os comprei. Minha cruz não suporta o peso de tantas vidas, e o meu barco tem capacidade limitada".

Então, o Comandante foi chamando um a um pelo nome; "Pedro, Wagner, Marcos, Marcelo, Norberto, venham, vocês são os meus escolhidos desde o começo, desde a partida do navio do porto de Southampton, na Inglaterra, no dia 10 de abril". E assim, os devidamente chamados e previamente escolhidos, fizeram a travessia, e agora estavam fora de perigo no barco da predestinação.

Um dos salvos, já acomodado no navio dos eleitos, perguntou: "O Senhor deixará morrer aqueles?". E ouviu a seguinte explicação:

"Meu bom eleito. Aqueles que agora descem às águas profundas já estavam condenados de há muito. Com você e com todos que estão aqui comigo usei de misericórdia, porque uso de misericórdia com quem quero. Com aqueles usei de justiça. Agora você sabe que uso de justiça e de misericórdia. Eu não os afoguei; eles é que se afogaram em suas iniqüidades".

O predestinado ainda tentou conseguir mais explicação, mas o Comandante cortou a conversa, categórico. Olhou-o nos olhos, colocou a mão sobre seu ombro, e disse: "É a minha Soberania, filho, a minha Soberania".

Em seguida, o Comandante deu partida ao enorme navio, rumo a um porto seguro. Os eleitos ainda tiveram tempo de olhar para trás e ver o Titanic partir-se ao meio, ficar com a popa na vertical e iniciar seu sinistro caminho nas águas geladas, rumo às fossas abissais.

Numa outra versão, o navio da predestinação se aproxima do Titanic; a cruz é estendida, e o Comandante convida todos, e todos os que ouviram e aceitaram o convite ficam perfilados e começa a travessia. "Venham todos - diz o Comandante. Todos serão acolhidos no meu navio. Minha cruz suporta o peso de todas as almas, as quais resgatei por alto preço. 

Usarei de justiça com os que rejeitarem o meu convite, mas com misericórdia com os que atravessarem essa cruz. No meu navio vocês estarão predestinados à salvação. Venham, benditos; todos os que vierem são meus eleitos. O navio em que vocês estão está avariado, prestes a afundar. É o tempo do fim. Coloco diante de vocês o caminho estreito e difícil da cruz. Não será fácil a travessia. Os ventos são contrários, mas eu lhes sou favorável; tenham os olhos fixos em mim; não olhem para trás; cada passo à frente é uma conquista; venham! Muitos já chegaram até aqui; não desanimem; prossigam".

Um dos salvos, indagou: "Comandante, por que ficaram aqueles?". O Comandante respondeu: "Porque não deram ouvidos ao meu chamado. Aquele navio carrega muito ouro, prazeres e fantasias. O coração deles está nessas coisas. Usam do direito do livre-arbítrio para recusar a minha oferta de salvação. Com vocês, manifestei a minha misericórdia; com eles, minha justiça".

A água, depois de invadir as 159 fornalhas, chegou à primeira classe, a dos milionários. Caem as quatro chaminés de 19 metros. Diante da situação incontrolável e da iminente morte, ecoam gritos de desespero na escuridão. O gigante Titanic, nome dado em homenagem aos titãs da mitologia grega, partido ao meio e vencido, aponta sua popa na posição vertical, como que olhando de joelhos para o céu, e logo depois desaparece nas águas geladas.

O quadro apresentado revela no primeiro instante a posição calvinista da expiação limitada de Jesus, em que apenas os previamente eleitos serão salvos. O segundo quadro representa a posição oposta, o da expiação ilimitada, em que todos podem obter a graça da salvação.





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Estudo sobre a Trindade Divina


Estudo sobre a Trindade Divina

A palavra “Trindade” é usada para expressar a verdade bíblica de que o ser divino existe em três pessoas distintas. Embora o vocábulo “trindade” não apareça na Bíblia, a ideia percorre todos os livros da mesma.

O primeiro a usar o termo foi o teólogo Tertuliano de Cartago em seu tratado “Contra Práxeas”, na última década do 2o século da era cristã, além de ter sido também o primeiro a formular esta doutrina. No entanto, sua definição foi deficiente, posto que ensinava uma injustificada subordinação do Filho ao Pai.

Não seria demais ressaltar que o verdadeiro sentido da doutrina da Trindade só pode ser entendido pelo estudo da Bíblia. E foi mediante o estudo sério da Palavra de Deus que encontramos a seguinte definição do Breve Catecismo de Westminster: “Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estas três são um Deus, da mesma substância, iguais em poder e glória”.

1. A EXPOSIÇÃO DA DOUTRINA

Conforme a definição do Breve Catecismo, Deus é uma Divindade única, existente em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.
Estas pessoas não são, como tantas pessoas entre os homens, três indivíduos inteiramente separados. “São antes três modos ou formas em que existe a essência divina” (L. Berkhof). “O termo ‘essência’ descreve Deus como uma soma total de infinitas perfeições” (W. G. T. Shedd).

O mistério real da Trindade consiste no fato de que as três pessoas são um em seu ser essencial e que a essência divina não está dividida entre as três pessoas, mas inteiramente, com todas as suas perfeições ou atributos em cada uma delas. Além disso, em seu ser essencial as três pessoas não estão subordinadas uma à outra, ou seja, o Pai não é o Filho, o Filho não é o Espírito Santo, e vice-versa, ao contrário do que ensinava a heresia conhecida como “patripassionismo”, combatida por Tertuliano. Pode-se dizer, no entanto, que na ordem de existência o Pai é o primeiro, o Filho o segundo e o Espírito Santo o terceiro, e essa ordem se reflete também na obra da criação e da redenção; a saber, na economia da Trindade.

As três pessoas se distinguem por certas características pessoais: O Pai gera o Filho, o Filho é gerado pelo Pai e o Espírito Santo procede do Pai e do Filho.
Esta doutrina é um dos grandes mistérios da fé, e por isso está muito além de nossa compreensão humana. Portanto, não está ao alcance da Igreja explicar o mistério da Trindade; ela apenas sistematiza o que a Bíblia diz, formulando a doutrina de tal modo que se evite os erros e as heresias.

2. PROVAS BÍBLICAS DA TRINDADE

a) No Antigo Testamento
Alguns são de opinião que o Antigo Testamento não contém quaisquer indicações da Trindade, mas isso não é verdade. É mais correto dizer que o Antigo Testamento não contém uma revelação completa da existência trinitária de Deus em relação ao Novo Testamento. Todavia, que o Deus Triúno está presente no AT é inquestionável.


Há passagens que indicam que existe mais de uma pessoa em Deus, como por exemplo, naquelas em que Deus fala de si mesmo no plural (Gn 1.26; 11.7); quando o Anjo do Senhor é apresentado como uma pessoa divina, recebendo adoração (Ex 3.2-6; Jz 13.12-22; Ml 3.1); e também nas passagens em que se personifica a Palavra ou Sabedoria de Deus (Sl 33.4,6; Pv 8.12-31). Em alguns casos menciona-se mais de uma pessoa (Sl 33.6; 45.6,7, compare com Hb 1.8,9), e em outros Deus fala acerca do Messias e do Espírito Santo, ou o Messias fala de Deus e do Espírito (Is 48.16; 61.1; 63.9,10). Desse modo, o Antigo Testamento contém uma clara antecipação da revelação da Trindade, que no Novo Testamento aparece plenamente desenvolvida.

b) No Novo Testamento
É perfeitamente natural que as provas neotestamentárias sejam ainda mais claras que as do Velho Testamento, uma vez que o Novo registra a encarnação do Filho de Deus e o derramamento do Espírito Santo. Há diversas passagens em que as três pessoas são expressamente mencionadas, como em relação ao batismo de Jesus (Lc 3.21,22); no discurso de despedida de Jesus (Jo 14.16); na Grande Comissão (Mt 28.19); na bênção apostólica (2Co 13.13), e também em passagens como estas: Lucas 1.35; 1Coríntios 12.4-6; 1Pedro 1.2.


O Novo Testamento oferece a revelação clara do Deus que envia seu Filho ao mundo (Jo 3.16; Gl 4.4; Hb 1.6; 1Jo 4.9); e os dois, Pai e Filho, enviam o Espírito Santo (Jo 14.26; 15.26; 16.7; Gl 4.6). Encontramos o Pai dirigindo-se ao Filho (Mc 1.11; Lc 3.22), o Filho se comunicando com o Pai (Mt 11.25,26; 26.39; Jo 11.41; 12.27,28) e o Espírito Santo orando a Deus nos corações dos crentes (Rm 8.26). Dessa maneira, as pessoas da Trindade se perfilam melhor em nosso entendimento.

c) Comparação entre o Antigo e o Novo Testamentos
No Antigo Testamento Deus é apresentado como o Redentor e Salvador do seu povo (Jó 19.25; Sl 19.14; 78.35; 106.21; Is 41.14; 43.3,11,14; 47.4; 49.7,26; 60.16; Jr 14.3; 50.14; Os 13.3). No Novo Testamento o Filho de Deus claramente se destaca nessa obra (Mt 1.21; Lc 1.76-79; Jo 4.42; At 5.3; Gl 3.13; 4.5; Fp 3.30; Tt 2.13,14). No Antigo Iaveh habita no meio de Israel e nos corações dos que o temem (Sl 74.2; 135.21; Is 8.18; 57.15; Ez 43.7-9; Jl 3.17,21; Zc 2.10,11). No Novo o Espírito Santo é quem habita nos crentes (At 2.4; Rm 8.9,11; 1Co 3.16; Gl 4.6; Ef 2.22; Tg 4.5).

3. CONCEITOS ERRADOS SOBRE A TRINDADE

Na Igreja Cristã Primitiva alguns apresentaram as três pessoas da Trindade como sendo três deuses.

Os sabelianos do 3o século negaram a existência das três pessoas na divindade, e afirmaram que Deus se revelou como Pai na criação e na transmissão da lei, como Filho na encarnação e como Espírito na regeneração e santificação. As três pessoas eram reduzidas em uma.

Paulo de Samosata, também do 3o século, os socinianos da época da Reforma e as Testemunhas de Jeová do presente, representam a Trindade como consistindo em Deus Pai, o homem Jesus Cristo e a influência divina chamada Espírito de Deus. Essa opinião também representa Deus como um, não só no ser, mas igualmente em pessoa; por isso ignoram o verdadeiro conceito de Trindade.
Que o Espírito Santo nos ajude a viver de maneira que expressemos o significado do Deus Trino de forma autêntica e segura.




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O que é Ecumenismo Religioso ?



Ecumenismo Religioso:

É a tentativa de aproximar as grandes diferentes religiões do mundo. Essa aproximação vai desde cooperação em missões e ação social e política, até união e fusão de credos. A iniciativa tem sido principalmente de órgãos protestantes.

maior deles é o Concílio Mundial de Igrejas (CMI). A filosofia que permite o CMI fazer esta tentativa é o pluralismo. Como o nome já indica, essa filosofia defende a pluralidade da verdade, ou seja, que não existe uma verdade absoluta, mas sim verdades diferentes para cada pessoa. Esse conceito é ambíguo, mas definitivamente já faz parte integrante da nossa cultura presente. Ele acredita que seja possível o relacionamento de pessoas com crenças e ideologias diferentes, sem que um tenha de sujeitar suas convicções ao domínio do outro. A ideia de converter alguém às suas próprias convicções é politicamente incorreto. A chave está na valorização da negociação e da cooperação em lugar de se tentar provar que se está certo ou errado.

O pluralismo religioso, por sua vez, prega o abandono da "arrogância" teológica do cristianismo, nega que exista verdade religiosa absoluta, e exalta a experiência religiosa individual como critério último para cada um. A ideia de cristãos tentarem converter pessoas de outra fé ao cristianismo é absurda. O tema da salvação em outras religiões foi discutido recentemente na Assembléia Geral do Concílio Mundial de Igrejas. O relatório apresentado trouxe debate considerável. As conversas se arrastam sem produzir qualquer progresso claro.


Uma consulta teológica sobre a salvação na Suíça patrocinada pelo CMI, composta por 25 teólogos, trouxe as seguintes conclusões:

1) Através da história, pessoas tem encontrado a Deus no contexto de várias religiões e culturas diferentes.

2) Todas as tradições religiosas são ambíguas (inclusive o cristianismo), isto é, uma combinação do que é bom e do que é ruim.

3) É necessário progredir além de uma teologia que confina a salvação a um compromisso pessoal explícito com Jesus Cristo.

Em algumas denominações o pluralismo tem sido proposto como filosofia oficial, como na Igreja Metodista Unida, dos Estados Unidos.

No momento, o ecumenismo religioso não vai indo bem. No último encontro do CMI, o assunto progrediu quase nada. O que agora estão pensando é cooperação em áreas sociais apenas, enquanto que cada religião mantém sua individualidade. Parece que o sonho de uma religião mundial única está acabando.

Ecumenismo Cristão

Este tipo de ecumenismo tenta a aproximação entre os grandes ramos da cristandade, ou seja, a Igreja Católica, a Igreja protestante, e a Ortodoxa, e entre os diversos ramos protestantes entre si. Algum progresso existe. A liderança da Igreja Episcopal e da Igreja luterana Evangélica na América concordou, depois de duas décadas de negociar, darem comunhão entre si, reconhecer os cleros e ordenar bispos em conjunto. Cada grupo retém sua autonomia. A liderança de oito denominações protestantes alcançaram acordo preliminar sobre as suas igrejas, formando uma "comunhão de convenção" na qual cada denominação iria, embora ainda autônoma, aceitar os ministros e sacramentos dos outros.

Os católicos romanos continuam dialogando bilateralmente com luterano, líderes da igreja Anglicana, e Ortodoxos em um esforço para achar solo teológico comum. Até mesmo algumas igrejas Pentecostal que tendem a ser anti-ecumênico parecem propensas para relações mais abertas. A Igreja Cristã (os Discípulos de Cristo, denominação americana com mais de 1 milhão) entrou para a história ecumênica de protestantes e católicos em sua Assembléia Geral em agosto elegendo Monsenhor Philip Morris, padre católico romano, como membro votante da sua Comissão Executiva.

Ecumenismo Evangélico

É a tentativa de aproximação entre igrejas evangélicas, a nível de cooperação em atividades evangelísticas e sócio-políticas, e mesmo de fusão organizacional. Por exemplo, a cooperação interdenominacional de igrejas e ministros--muitos dos quais não estariam interessados no ecumenismo cristão ou religioso - que se unem para patrocinar uma cruzada de Billy Graham. Vale lembrar que o número de denominações diferentes chegou a 22.000 em 1985 e continua crescendo a uma taxa de cinco novas todas as semanas. Muitas igrejas conservadoras permanecem opostas a esforços ecumênicos por causa da teologia liberal e da agenda de trabalho políticos dos conselhos nacionais e mundiais que geralmente estão por detrás destes esforços.



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PENTECOSTES O PARADOXO DE DEUS


PENTECOSTES - O PARADOXO DE DEUS

1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;

2 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma pomba sobre cada um deles.

3 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.

A festa de pentecostes era uma das três festas obrigatórias dos judeus. A primeira era a Páscoa, a segunda era o Pentecostes a terceira era a festa dos tabernáculos.

A princípio, era uma festa agrária também chamada de festa das primícias pela celebração do início da colheita. Posteriormente, veio, também ser a comemoração da entrega da aliança que teria se dado cinqüenta dias após o êxodo.

Não podemos negar que no pentecostes cristão, também estão presentes os elementos do Pentecostes judaico. Com certeza no pentecostes, começa uma grande colheita. Também, não podemos nos esquecer que a nova aliança de Deus já não é escrita em tábuas de pedras, mas em nosso coração. Finalmente, a alegria que deveria ser a tônica no pentecostes judaico extravasa no derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja.

Pregar sobre um texto como esse é uma das tarefas difíceis do pregador. Este texto é policromático, polisemântico. Fôssemos abordar, todos os seus ângulos, vertentes e nuances, levaríamos, quem sabe cinqüenta dias...

Queremos, porém, falar a partir da perspectiva dos paradoxos que se encontram no texto. A palavra paradoxo, vem do grego e significa: parecer ou aparentar . O paradoxo não é uma contradição. Na contradição uma coisa nega a outra. No paradoxo, há uma aparente contradição, não, uma real contradição. Jesus, usou paradoxos: Quem perde a sua vida por minha causa acha-la-á. (Mt. 10.39).

É nesse sentido que estaremos usando a palavra para descrever o evento pentecostes.

Foi o fim do começo e o começo do fim

2. 17. E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne. O derramamento do Espírito no dia de Pentecostes é início e fim. É o fim da antiga aliança e o surgimento de uma nova. É o fim de uma velha era e o início de uma nova. O que era escrito em pedras agora é escrito no coração. O povo de Deus agora já não é uma questão de raça (ser judeu) mas de roça (é a colheita do Espírito Santo que semeia a palavra no coração do homem) . Israel já não é o limite do arraial do povo de Deus.

No Pentecostes, ao citar o profeta Joel, Pedro deixa bem claro: o fim já começou há muito tempo.

A compreensão de que o pentecostes marca o tempo do fim e o fim dos tempos, traz para nós duas aplicações. A primeira, é que somos chamados à vigilância, pois o fim se abrevia, o tempo da nossa partida para chegarmos enfim à nossa Canaã está cada dia mais próximo. A segunda é que devemos repreender todo espírito de alvoroço e de confusão daqueles que querem conhecer os tempos e épocas que Deus reservou para si. Com expectativa, mas sem ansiedade; com certeza no coração, mas, sem confusão na mente. Desprezemos os cálculos, as estimativas, as projeções e nos firmemos na certeza de que a Vinda do Senhor se abrevia, visto que a igreja o aguarda desde o dia de pentecostes.

Foi o esperado acontecendo inesperadamente

É muito interessante observar que Lucas diz no capítulo 1.4, que os discípulos deveriam esperar em Jerusalém o tempo da promessa. Para no capítulo 2.2, falar do de repente do Espírito Santo.

Eles esperavam mas não sabiam quando. Eles tinham a certeza, não a previsão.

O Espírito Santo não é companheiro de encontros programados, de horas marcadas anunciadas em cartazes e divulgados em todos os lugares.

Ele vem quando não esperamos. E não vem da forma que esperamos.

Quem quiser andar com o Espírito tem que estar preparado para surpresas, para o inesperado.

Ele nunca falha com as suas promessas, mas nunca fará o que nós esperamos nem quando esperamos.

Foi o incontrolável sendo conduzido

Quando o Espírito Santo vem ninguém se controla. Mas ele controla a todos. Naquela hora ninguém escolheu nem determinou os seus atos. Mas ninguém estava sem controle. O Espírito Santo controlava a todos. Era conforme o Espírito Santo concedia. Ser cheio do Espírito Santo não é ser como um trem desgovernado ou um avião sem piloto. Ser cheio do Espírito Santo é ser conduzido por ele que na sua soberania faz o que quer quando quer e como quer.

Talvez, uma das passagens, mais mal interpretadas das Escrituras seja aquela de II Coríntios 3.17, que diz: Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Se observarmos atentamente o contexto, o texto não está falando de que a presença do Espírito Santo permite a cada um fazer o que quiser, mas que a presença do Espírito Santo tira o véu da nossa face para que possamos conhecer a Cristo.

Quando o Espírito Santo vem, perdemos o controle, mas não ficamos descontrolados. Ele está soberanamente no controle.

Era o sobrenatural enchendo natural

A experiência de ser visitado pelo Espírito Santo é a mais fascinante experiência do ser humano. É ser invadido por uma alegria desmedida; é ser tomado por um poder incomparável; é ser seduzido por uma glória irresistível, é ser inundado por uma onda de amor jamais experimentado. É ser transformado para sendo o mesmo nunca mais ser igual.

Naquele dia, foi isso o que aconteceu com aqueles homens e mulheres. Pedro ainda era Pedro, mas já não era o que foi. O medo deu lugar a coragem. O rude pescador era o grande pregador.

O Espírito Santo deu àqueles homens a estatura que não tinham e os projetou a dimensão que nunca sonharam.

Pelo poder do Espírito, revolucionaram o mundo, transformaram o mundo.

Conclusão

Como muito bem apontou John Stott, o Pentecostes é um evento único e irrepetível, como foi o nascimento, morte e ressurreição de Cristo, mas os seus efeitos são permanentes.
Podemos crer que assim como a promessa do Espírito se cumpriu dando início aos últimos dias, podemos crer e esperar a vinda de Cristo no grande e glorioso dia.
Podemos ainda hoje, crer que a qualquer momento Ele pode vir sobre nós e nos encher do seu poder e glória.
Podemos crer, que Ele na sua soberania fará em nós conforme lhe apraz. Nunca saberemos como e quando. Pode ser na cozinha lavando a louça, pode ser no trânsito dirigindo o carro, pode ser no quarto orando, pode ser na igreja louvando.


Nunca saberemos como será, mas de uma coisa nós sabemos, será maravilhoso.


Finalmente, podemos crer, que a despeito das nossas limitações. O finito é tomado pelo infinito; que o temporário é tomado pelo que é perene; que o fraco é invadido pelo Todo-poderoso; o tangível pelo intangível; o imanente pelo transcendente; o mortal pelo imortal; o visível pelo invisível; o contaminado pelo incontaminado e que é Santo, Santo, Santo; o pó e a cinza pelo eternamente glorioso e sublime. Podemos crer, que eu, que você, que nós, podemos ser tão cheios do Espírito Santo a ponto de transbordar continuamente como foram os discípulos. Pois Deus não nos dá o Espírito com limitações.

Glória ao Pai, Glória ao Filho, Glória ao Espírito Santo.

Amém, amém, amém.





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LEVANDO A SÉRIO A MENSAGEM DE CRISTO


LEVANDO A SÉRIO A MENSAGEM DE CRISTO

"Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi, e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça" (Jo 15.16)


O texto acima indica que temos uma grave responsabilidade que é levar a sério a mensagem de Jesus Cristo, nosso Salvador, e levá-la a todo aquele necessitado da salvação eterna: levá-la a todo o nosso país. Naturalmente, quando pensamos em levar Cristo a todo o Brasil, temos que refletir sobre o relevante fato de está em nosso coração, lábios e atitudes a mensagem de que nosso povo precisa.

A MENSAGEM DE QUE O BRASIL PRECISA

Que mensagem é essa que precisamos passar para todo o país? Em 1Coríntios 1.23 está dito: "Nós pregamos a Cristo crucificado". À luz dessa afirmação, qual, portanto, a nossa mensagem? O Cristo crucificado.

Na verdade, não temos outra pregação, a não ser a de Jesus Cristo que é a Luz do mundo! Cristo que é a Paz do mundo! O Senhor Jesus que é a Vida para este mundo! A nossa proclamação, portanto, é a Sua vida, Seu ministério, Sua cruz, morte e ressurreição.

O mundo vive perigosamente tateando no escuro. É só observarmos os jornais de apenas um dia, e teremos a prova do que foi afirmado: conflitos no Oriente, guerrilhas na América do Sul, situação problemática dentro de nosso próprio país com verdadeiras batalhas civis. Enfim, o mundo vive numa afanosa busca de esperança. A nós cabe dizer que a paz e a salvação são possíveis, assim como a libertação dos pecados e dos temores em relação ao incerto futuro. Aos crentes compete proclamar que Jesus Cristo salva de uma vez para sempre aquele que O recebe com fé completa. O hino 447 do hinário Cantor Cristão diz com extrema clareza e simplicidade, 


1. "Não te importa se algum dos amigos morrer sem ter conhecimento de Cristo? Deixas que no juízo ele venha a dizer: "A mim nunca falaram de Cristo"?

2. Não te importa que as almas preciosas a Deus, Oh! não sejam levadas a Cristo?! Pois dirão quando vier outra vez: "A nós nunca falaram de Cristo!"

Que isso não aconteça conosco! Que não sejamos acusados naquele dia de nunca termos anunciado a mensagem libertadora de Jesus Cristo: que Jesus salva de uma vez e para sempre, e de um modo integral e sem reservas. O apóstolo Paulo até colocou na Carta aos Colossenses: "A eles Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória. A ele anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo" (1.27,28).

No nascimento de Jesus, a boa notícia foi dada nestes termos: "Não temais. Eu vos trago novas de grande alegria, que o será para todo o povo. Na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lc 2.10,11). Quando lemos sobre o Seu ministério, também essa poderosa mensagem tem uma descrição. Ao perguntar Jesus aos apóstolos a opinião dos homens sobre Ele, Pedro O descreveu do modo seguinte: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo" (Mt 16.16). Pedro, na verdade, expressou: "Aquele por Quem nosso coração ansiava; Aquele Cuja promessa vem desde o tempo dos profetas; Tu és Ele: o Messias, o Cristo, o Filho do Deus Vivo!" (cf. 1Jo 4.14).

Encontramos acerca da Sua morte uma descrição

"Vemos, porém, aquele que foi feito um pouco menor do que os anjos, Jesus, coroado de glória e de honra, por causa da paixão da morte, para que pela graça de Deus, provasse a morte por todos. ... Temo-nos tornado participantes de Cristo, se é que guardamos firme até o fim a confiança que desde o princípio tivemos. Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação" (Hb 2.9,14,15).

É dessa mensagem que nosso povo necessita! A mensagem de que não há necessidade de ter medo! Medo da morte? Nós rimos da morte porque sabemos que nossa esperança é Cristo; sabemos que nossa paz é Cristo, e que nosso futuro reside no Salvador!

Essa é a mensagem que temos de anunciar, a da soberania de Deus. O Brasil não conhece a sabedoria de Deus. Pensa que conhece a sabedoria dos deuses pagãos. Há algum tempo, o Caderno Idéias do Jornal do Brasil trouxe uma entrevista intitulada "A Bahia não tem sincretismos". Foi concedida por Pierre Verger, antropólogo francês hoje falecido, e que vivia nesta cidade do Salvador.
Ele, professor universitário, com grau de doutor, era adepto do candomblé. Na entrevista, faz uma análise das perguntas que lhe foram colocadas, e no meio deuma das respostas destaca o seguinte: "Na Bahia não existe sincretismo, não; porque o que é de terreiro é de terreiro, e o que é de catolicismo é de catolicismo". Na realidade, todos sabemos que sincretismo é a alma da terra baiana. Com todas as letras.

O Brasil precisa conhecer o Deus que é Soberano, Senhor, e exerce a Sua vontade sobre a terra e o povo do Brasil! Mensagem de restauração e de integridade! Aliás, nunca se viu tanta coisa fora de lugar em nossa terra: homens que têm vergonha de terem nascido homens; mulheres que perderam a sua característica mais bela, que é a feminilidade. Um programa de entrevistas da TV tinha como tema numa das tardes: "Meu filho é gay" Entre outras pessoas, apresentou um cidadão que trouxe seu filho, e uma senhora que também veio com o seu. Uma das mães dizia: "Desde que ele estava na pré-escola, já tinha essa tendência", e sorria. Mais adiante, a apresentadora disse, "No próximo bloco, vou apresentar uma senhora que tem dois filhos gays". E apresentou um rapaz e uma moça, ambos homossexuais. Desembaraçada a jovem, contando toda a sua história sem nenhum pejo ou vergonha na face.

Precisamos disponibilizar essa mensagem de restauração à nossa gente; intensificar não só a oração, assim como a pregação para que seja o nosso país fermentado pelas boas novas de Cristo.

LEVANDO A SÉRIO A ORDEM DE JESUS CRISTO

Pois é; a ordem é ir e anunciar Cristo, e é constante na Escritura Sagrada. No Evangelho de Marcos, a palavra de Jesus é "Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado" (16.15,16).

Temos uma ordem: Ir, pregar e batizar o que crer. Em Lucas está assim disposto: "Eis o que está escrito: o Cristo padecerá, e ao terceiro dia ressurgirá dentre os mortos, e em seu nome se pregará o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém" (24.46,47). A ordem é pregar o arrependimento para remissão dos pecados. Poderíamos dizer, "Começando por Brasília, e estendendo por todo o Brasil"; iniciando na Capital Federal, estender esse abençoado anúncio às outras áreas do país e do mundo.

Há outros comandos a esse respeito (cf. Rm 10.13-15; 2Tm 4.2a). É enorme o envolvimento missionário, uma verdadeira cadeia de responsabilidades: o mensageiro é o próprio Deus Pai através de Jesus, Seu Filho, o Qual, ao mesmo tempo, é mensageiro e mensagem.

O mensageiro é Jesus Cristo, que, através do Espírito Santo, fortalece, impulsiona, motiva e dirige a Igreja que é Seu Corpo nessa grande tarefa de transmissão da mensagem celestial e eterna (2Co 5.18-20).

A Bíblia diz que o mensageiro é o Espírito Santo, de Quem o próprio Senhor Jesus Cristo disse: "Quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos enviarei, o Espírito da verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim" (Jo 15.26).

Mas o mensageiro é a Igreja, que, através dos seus membros individuais, através, de mim, da irmã e do irmão também, testifica e fala de Jesus Cristo, e coopera com os céus na expansão do reino de Deus na terra (cf. Jo 15.27a). Assim, a Igreja recebe dos céus e repassa à terra. É nossa tarefa levar com seriedade Jesus Cristo a todo o Brasil. Ele olha para os crentes, e declara: "Eu vos escolhi a vós, e vos designei para que vades, e deis frutos, e o vosso permaneça" (Jo 15.16). Essa é a palavra do Senhor, Que espera que cada um leve a sério a sua missão como crente em Jesus Cristo, membro do Seu Corpo, parte da Sua Igreja.

Estamos falando de participação no plano de Deus, de fidelidade a um mandato do Senhor, de atuação integral à obra de expansão do Seu evangelho! Isso significa que esta missão deve acontecer enquanto temos ocasião para isso.

ENQUANTO HÁ OPORTUNIDADE

Dia vai chegar quando essa oportunidade não mais vai existir. No já citado hino 447 C.C., encontramos outra incisiva estrofe:

3. Não te cales jamais; pede a Deus graça, irmão, Para dar testemunho de Cristo; Pra ninguém no juízo exclamar com razão: "A mim nunca falaram de Cristo!"

Essa é a nossa oportunidade: levar a Cristo. Não podemos ficar omissos enquanto houver ocasião de anunciar a Cristo. A revista missionária A Pátria para Cristo (publicada pela Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira) trouxe muitos testemunhos relevantes. Um deles foi "Evangelho transforma a vida em presídio de segurança máxima em Salvador". Fala do extraordinário trabalho do S.O.S. Presídio na Penitenciária Lemos de Brito. Qual a maior necessidade de uma pessoa encarcerada, senão a de converter-se e transformar suas obras de trevas em obras de luz?

"A Igreja entre grades" é outro artigo que menciona igrejas em Salvador que têm dado apoio às Congregações que funcionam dentro dos presídios. Há quem não creia na conversão de quem está lá dentro. Um jornal da cidade de São Paulo publicou uma reportagem a respeito da influência da pregação evangélica. E com certa ironia, até, colocava o fato de que alguns marginais do passado hoje se declaram convertidos a Jesus Cristo, e que estas pessoas já estão ganhando outras vidas para Jesus. Ora, se é mentira ou não, se fazem para ganhar as boas graças da Direção do presídio ou do povo evangélico, Deus sabe o que se passa no coração deles. O Senhor dará no devido tempo a recompensa. Mas o fato é que há um trabalho a ser feito, vidas que devem ser resgatadas, e essas oportunidades surgem. Por isso, devemos anunciar a Jesus Cristo enquanto temos ocasião. Que o Senhor nos ajude, oriente e abençoe!


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