MISSÕES CRISTÃO

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1. Deus Ama Você !

A BÍBLIA diz, "Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não vá para o inferno, mas tenha a vida eterna".




SINAIS DOS TEMPOS FINDOS


SINAIS DOS TEMPOS FINDOS

As dores de parto estão se amiudando, ficando mais intensas, mais fortes, mais preocupantes. A violência explode em todo o mundo. Violência no trânsito; violência sexual; violência contra a vida; contra a mulher; contra crianças. 

Para completar o quadro, a violência dos abortos provocados: 238.874 curetagens pós-parto foram realizadas no Brasil, em 1997, 22% em jovens de 10 a 19 anos. Milhões de homens, mulheres e crianças obrigados a um exílio forçado pelas circunstâncias, em várias partes do mundo. Tribos em guerra fratricida. Milhares fugindo de ditaduras, de perseguições. Fugindo dos próprios compo. O Livro da Vitória patriotas, da terra natal, de suas origens. Fugindo sem destino certo, sem rumo. Nas maiores cidades do Brasil as autoridades se declaram incompetentes diante das atrocidades de gangues.

"Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas essas coisas SÃO O PRINCÍPIO DAS DORES... muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. E por se multiplicar a iniquidade o amor a muitos esfriará... olhai, não vos assustei, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim" (Mateus 24.1-14). Terremotos e furacões se sucedem, cada vez mais fortes. Água potável, indispensável à vida humana, escasseia em várias partes do mundo, como é exemplo o nordeste brasileiro. A UNESCO declarou que a "próxima guerra mundial será deflagrada pela disputa de água potável".

As estatísticas da fome mundial é assustadora. Trezentos milhões de miseráveis na Índia. A malária nunca foi erradicada do planeta e continua matando milhões. Câncer e AIDS, outro tanto. O sexo entre não casados tornou-se uma prática normal em nossa sociedade depravada, não apenas no Brasil. É o aumento da iniquidade, da depravação e do desrespeito à Palavra de Deus. O produto disso são divórcios que geram famílias desestruturadas e filhos sem esperança. O adultério, a traição entre cônjuges, são uma rotina em nosso meio. "Nenhum fornicador, ou impuro... tem herança no Reino de Cristo e de Deus"(Efésios 5.5). "Não adulterarás"(Êxodo 20.14).

As drogas estão ceifando vidas jovens, alcançam adolescentes e penetram nas escolas: em 45% das escolas públicas do Brasil há tráfico de drogas. Pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas do Rio (Nepad) concluiu que 27 mil estudantes de escolas públicas do Rio usam drogas com freqüência. "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem impuros... nem bêbados herdarão o reino de Deus" (1 Coríntios 6.9-10).

Satélites da Nasa detectaram que o buraco na camada de ozônio sobre a Antártica se estende agora por 27 milhões de quilômetros quadrados, cinco por cento maior que o tamanho máximo alcançado em 1996. "A temperatura global poderá aumentar cerca de 3,5 graus centígrados até o ano 2.100, a maior mudança climática em dez mil anos", concluiu a Quarta Reunião da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climática. A verdade é que em muitas partes do mundo o calor está aumentando. Enormes blocos de gelo se deslocam das regiões polares. Reflitamos:


"E os homens foram abrasados com grandes calores... e não se arrependeram" (Apocalipse 16.9; Malaquias 4.1).

Não é por menos que as queimadas em várias partes da Terra estão devorando as matas. Dez por cento da floresta amazônica - o pulmão do mundo - foram devastados nos últimos 50 anos, em decorrência da ação predatória do homem. É bom que façamos uma reflexão para o que o Apóstolo Paulo disse:

"Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com DORES DE PARTO até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo"(Romanos 8.22-23).

Os homens estão cada vez mais ansiosos e deprimidos, ora porque não conseguem superar as dificuldades econômico-financeiras, ora porque não conseguem acompanhar o ritmo do progresso, ora porque se sentem excluídos da sociedade organizada e elitizada. O século XXI será das doenças do cérebro, como resultado do esforço do homem para acompanhar a rápida evolução social. Esta a declaração do diretor de Saúde mental da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dr. Jorge Alberto Costa e Silva. Vinte e cinco por cento da população mundial sofrem de ansiedade. Reflitamos:

"Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus"(Filipenses 4.6).

A ansiedade e o conseqüente medo do povo brasileiro, por exemplo, produzem uma corrida alucinada aos jogos de azar. Ali, no jogo, depositam suas esperanças jovens, velhos e até crianças. E o Brasil que até há pouco tempo colocava barreiras à instalação de cassinos, tornou-se num grande cassino ao permitir toda sorte de jogatina. "Os que querem ficar ricos caem em tentação e em laço, em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e perdição" (1 Timóteo 6.9).

A par de todos esses desvios, em que os valores éticos, morais e cristãos são desprezados, a prática do espiritismo e do satanismo cresce a olhos vistos. Os búzios, os tarôs, os baralhos ciganos; numerologia, mapa astral, cristalomancia, e outras práticas esotéricas de adivinhação e feitiçaria são procuradas por milhões de desesperançados brasileiros - ovelhas sem pastor - como náufragos à procura de uma tábua de salvação. Confiam mais na palavra do pai-de-santo, do Dr. Fritz; mais na palavra dos demônios (orixás, caboclos, espíritos guias) do que na Palavra de Deus. Para reflexão:

"Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (1 Timóteo 4.1).


"Quando vos disserem: consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; não recorrerá um povo ao seu Deus? A FAVOR DOS VIVOS INTERROGAR-SE-ÃO OS MORTOS?" (Isaías 8.19)


"Não vos voltareis para MÉDIUNS, nem para FEITICEIROS, a fim de vos contaminardes com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus"(Levíticos 19.31).


"Não haja no teu meio quem faça passar pelo fogo o filho ou a filha, nem ADIVINHADOR, nem prognosticador, nem agoureiro, nem FEITICEIRO, nem encantador, nem NECROMANTE ,nem mágico, nem QUEM CONSULTE OS MORTOS. O Senhor abomina todo aquele que faz essas coisas" (Deuteronômio 18.9-12).


"Mas quanto aos feiticeiros...a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte" (Apocalipse 21.8).


Desnecessário continuarmos expondo as feridas da humanidade. Muitos reconhecem que a situação não é nada boa. O sistema mundial, quer seja gerido ou conduzido pelo Comunismo ou pelo Capitalismo, por governos democráticos ou ditatoriais, faliu. O fosso entre ricos e pobres aumenta. Os dois bilhões de miseráveis deste planeta são o retrato falado da incompetência, da prepotência, do desamor e da depravação do homem. Porém, Deus não está de braços cruzados. Assim como nos tempos de Noé e de Ló, Ele sabe o dia e a hora e até os segundos em que o seu grande dia - o Dia do Senhor - terá início. Nos dias de Noé, Deus vendo que "a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente", e que "a terra estava cheia de violência", exterminou todos os seres viventes através do dilúvio. Pela mesma razão as cidades de Sodoma e Gomorra foram destruídas com seus habitantes, por se multiplicarem a violência, a imoralidade e a injustiça.

Em nossos dias, a promiscuidade sexual e a maldade dos homens alcançaram níveis insuportáveis. O sistema mundial está falido, e não podia ser de outra maneira porque "o mundo jaz no maligno"(1 João 5.19). Satanás é o deus deste mundo, e na sua ação devastadora ele deseja "matar, roubar e destruir". Satanás é o maior inimigo do homem porque o homem é a obra-prima de Deus. Quando os homens se rebelam contra Deus, ficam automaticamente sob o domínio do Maligno e, nessa condição, os desejos carnais predominam: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, iras, pelejas, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias (Gálatas 5.19-21).

Os que amam as coisas deste mundo, ou seja, os que fazem parte do processo mundano; os que estão se sentindo muito bem na prática do adultério, das drogas, da mentira, da idolatria, da consulta aos mortos, esses não estão vendo nada de anormal à sua volta. A razão é porque estão cegos: "Se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus" (2 Coríntios 4.4) . Quem está morto não sente o peso do pecado, porque defunto não sente dor. Quem nasce e vive em trevas não sente muita necessidade de luz. Quem está atolado em excremento até o pescoço não sente a fedentina ao seu redor. Mas quem está fora do processo, como gotinhas reluzentes de óleo pairando sobre águas turvas, enxerga, sente e geme diante da situação caótica do mundo. Os gemidos dos filhos de Deus são no sentido de apressar a vinda do Senhor Jesus, pela pregação do Evangelho. 


"E ESTE EVANGELHO DO REINO SERÁ PREGADO EM TODO O MUNDO, EM TESTEMUNHO A TODAS AS GENTES, E ENTÃO VIRÁ O FIM" (Mateus 24.14).

A Bíblia nos diz que Cristo voltará, mas ninguém sabe em que dia e hora Ele voltará. O próprio Jesus declarou que o fim viria somente depois que todos os povos tomassem conhecimento da Verdade evangélica. A meu ver, isso não elide a possibilidade de estarmos no "princípio das dores".




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Cristianismo e Mediunidade


Cristianismo e Mediunidade

A mediunidade não é doutrina cristã. O Senhor Jesus nunca ensinou que determinadas pessoas podem ser intermediárias entre os vivos e os mortos. A Bíblia Sagrada não dá respaldo à tese de que o homem possa “receber” espíritos humanos superiores ou inferiores para possibilitar comunicação com os vivos. 

Jesus foi médium? 

O Senhor Jesus não foi dirigido nem instruído por guias espirituais. Nunca precisou entrar em transe para falar as verdades que falou. Também nada deixou psicografado. Suas palavras, ao fluírem de uma mente sã, não entorpecida, revelavam extrema sabedoria e coerência. Para que Jesus recebesse “espíritos”, o Pai teria que fazer o mesmo. Disse Jesus: “Porque tudo quanto ele [o Pai] faz, o Filho o faz igualmente” (Jo 5.19). A recíproca é verdadeira: tudo quanto o Filho faz, o Pai também faz. Se não consideramos Jesus um mentiroso, devemos admitir que se o Pai é Criador, o Filho também o é; se o Pai perdoa pecados, o Filho também perdoa; se o Pai é o Salvador, o Filho da mesma forma, O Pai e o Filho sabem e conhecem todas as coisas (onisciência e onipresença). Logo, o Pai é Deus, o Filho também é Deus. Se o Filho, como médium, recebesse “espíritos”, estaria em desigualdade com o Pai, pois Deus, como espírito, não pode receber espírito.

O Senhor Jesus resume Sua igualdade com o Pai em poucas palavras: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30) e “Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9). Pai e Filho são uma unidade, semelhantes em natureza, essência e substância. Somente a Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) possui os atributos incomunicáveis de onisciência, onipresença, onipotência, eternidade e imutabilidade. Ainda mais:

Pai e Filho são chamados de Criador (Is 40.28; Jo 1.3); Salvador (Is 45.22; 43.11; Jo 4.42); ressuscitador de mortos (1 Sm 2.6; Jo 5.21); Juiz (Jl 3.2; Jo 5.27); Luz (Is 60.1.-20; Jo 8.12); Eu Sou (Êx 3.14; Jo 8.58); Pastor (Sl 23.1; Jo 10.11); Glória de Deus (Is 42.8; Jo 17.1,5); O Primeiro e o Último (Is 41.4; 44.6; Ap 1.17; 2.8); Redentor (Os 13.14; Ap 5.9); Noivo (Is 62.5; Ap 21.2. cf. Mt 25.1ss); Rocha (Sl 18.2; 1 Co 10.4); Perdoador de pecados (Jr 31.34; Mc 2.7,10); Adorado pelos anjos (Sl 148.5; Cl 1.16); Senhor (Is 45.23; Fp 2.11).

A identidade por excelência entre Pai e Filho levou o Senhor Jesus a dizer: “Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis e o tendes visto” (Jo 14.7). Essas três declarações (Jo 5.19; 10.30; 14.7), dentre tantas outras, como visto acima, são provas inequívocas de Sua divindade. Nessa condição, imaginar que Ele tenha recorrido a “espíritos” para ministrar a Verdade é algo impensável. Ele não precisava de verdades vinda do mundo dos mortos. Ele próprio assegurou: “Eu sou a verdade” (Jo 14.6). Chega às raias do absurdo acreditar que Jesus e seus discípulos viveram em ambiente de transes mediúnicos para ouvir as vozes do além.

A Transfiguração foi uma sessão espírita?

Não. Jesus apareceu em glória: “Transfigurou-se a aparência do seu rosto, e a sua roupa ficou branca e mui resplandecente” (Lc 9.29). Nessa condição, com corpo glorioso, diferente do seu corpo carnal, Ele conversou com Moisés e Elias (Mt 17.2). Estes não conversaram com os apóstolos Pedro, João e Tiago: “Eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Ele” (v.3). Os três discípulos viram a glória celestial de Jesus, ou seja: Deus em corpo humano. Não houve invocação dos “espíritos”, nem experiências mediúnicas. Transfigurado, Jesus falou com Moisés e Elias como se estivessem no céu.

Jesus conversou com “espíritos” humanos?

Não. Os seres espirituais são: Deus (Pai, Filho e Espírito Santo), os anjos, os espíritos humanos, Satanás e os demônios (anjos decaídos). A Bíblia Sagrada registra conversa de Jesus com Satanás e com os demônios. A conversa mais longa está no capítulo quatro do Evangelho de Mateus, quando Jesus foi tentado. Ao final, Jesus sentencia: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (v.10). Seria Satanás [adversário] um espírito humano necessitado de ajuda para prosseguir rumo à perfeição? Não. Se fosse, Jesus o trataria de forma amistosa e o aconselharia a compreender sua situação de rebeldia: “Tenha calma, espírito desobediente. Chegará o dia em que alcançarás o clímax e serás tão perfeito quanto eu sou. Largue essa idéia de querer que eu o adore”. Se os demônios expulsos por Jesus fossem espíritos humanos, Ele não teria dito: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25.41). Ao dizer “o diabo”, Jesus definiu e individualizou esse espírito como diferente dos que estava mandando para o inferno.

Jesus não ressuscitou a Lázaro?

Ressuscitou. Lázaro, que estava morto, voltou a viver. “Então, Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto” (Jo 11.14). Desculpem-me pelo óbvio, mas morto quer dizer morto mesmo, sem vida; quer dizer que o espírito já se separou do corpo. E depois: “Lázaro, vem para fora. E o defunto saiu...” (vv. 43, 44). Aquele que estava morto voltou a viver. Lázaro não sofrera um ataque de catalepsia, estado em que o enfermo fica imóvel, sem atividade motora, mas não morto. Somente Deus pode dar vida a um corpo morto. Jesus fez isso porque tudo quanto o Pai faz o Filho faz igualmente. Jesus não precisou de dons mediúnicos. A mesma coisa aconteceu com o filho da viúva de Naim.

Os homens de Deus mantinham estreita e constante comunicação com os mortos via mediunidade?

Não. Eles consultavam o Senhor, em obediência ao Senhor: “Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?” (Is 8.19). Quem não crê nessa palavra, procura outros deuses. Os profetas não serviam de canais entre mortos e vivos; não consultavam espíritos familiares. Os verdadeiros cristãos seguem o mesmo caminho. Jesus convida os oprimidos para irem a Ele (Mt 11.28).

Os “espíritos” ajudaram José a interpretar sonhos

Não. José deixou claro que a interpretação seria dada por seu Deus: “Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó” (Gn 41.16). O mesmo raciocínio vale para Daniel. Ele interpretou sonhos e decifrou enigmas, não porque tenha sido ajudado pelo algum “espírito”, mas porque Deus lhe deu graça, misericórdia, conhecimento, inteligência em todas as letras, sabedoria e capacidade de interpretar visões e sonhos (Dn 1.9, 17). Convém lembrar que os homens, em vida ou na morte, não possuem poderes para conhecer o futuro, exceto se por revelação divina.

A ressurreição de Jesus foi corporal?

Sim. Ressurreição significa voltar a viver. Todos os filhos de Deus que estiverem mortos por ocasião da vinda do Senhor ressuscitarão (1 Ts 4.16-17). Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu nisso?” (Jo 11.25-26). Ressurreição corporal significa voltar a viver com o corpo original. Jesus confirmou tal doutrina. Depois de sua ressurreição, disse aos discípulos: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lc 24.39). Depois, como prova adicional, comeu peixe assado com mel (v.41-43).

As aparições de Jesus ressuscitado não foram manifestações espirituais. Ressurreto, Ele não mais estava sujeito às limitações da carne. Em corpo glorioso, podia entrar numa casa e dela sair sem necessidade de abrir portas. Sabemos que o mistério da encarnação do Verbo excede nosso entendimento. “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido” (1 Co 13.12).



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A Vitória do Bem


A Vitória do Bem

Texto Bíblico: Apocalipse 17.1-7; 18.1-5; 19.1-9


A ênfase do livro do Apocalipse não é outra senão a vitória do Bem! Não esqueçamos que João, o Vidente, tendo registrado a revelação de Jesus Cristo, estava levando o conforto e a esperança de Sua mensagem às sete igrejas da Ásia, as quais representam toda a Igreja Militante e perseguida de todos os tempos e em todos os lugares. É uma mensagem para os cristãos caçados, aprisionados e vitimados pelo Império Romano, e para a chamada Igreja Subterrânea na China comunista, é para a Igreja de Cristo em certos países muçulmanos onde a fé cristã é igualmente hostilizada, e precisa desta mensagem de conforto.

Esta sexta visão, a da mulher montada numa besta, traz uma colorida e real descrição do sistema ímpio que domina o mundo. Isso ocorreu no passado, mas ocorre igualmente nos dias de hoje. Todo o sistema governamental ímpio, maligno, recebe o nome simbólico de Babilônia, nome do antigo império que governou o Oriente Médio. Era o Primeiro Mundo da época, era quem dominava política e financeiramente o mundo antigo. Foi a Babilônia que tornou Israel submisso, destruiu Jerusalém e levou seu povo em cativeiro (587/586 a.C.), onde permaneceu por 70 anos.

Surgiram na Babilônia alguns fatos interessantes e relevantes. O primeiro deles é o enorme senso de dependência de Deus. Já não havia o Beth haMikdash, o Templo; não mais havia sacrifícios, razão porque tiveram os exilados que realizar algo novo. Diante de uma situação inusitada, pode-se tomar uma de duas soluções: ou algo novo é criado ou a pessoa se adapta à situação. Foi o que aconteceu com os judeus na Babilônia. Lá foi criada a sinagoga (Beth haSefer), já que não havia Templo, cuja função era a da realização de sacrifícios. Só isso.

Assim, passaram a estudar básica e sistematicamente a Torah. Só como referência presente, as terras da antiga Babilônia hoje são o Iraque e seu entorno.

Que fique na mente o nome destas duas cidades: Babilônia e Jerusalém: são importantes para o restante do nosso estudo. Babilônia, no código do Apocalipse, é a representação do mal, do pecado, da imoralidade, de tudo o que afasta de Deus; Jerusalém, por outro lado, é o símbolo do bem, da vida pura, de tudo o que traz para mais perto do Criador. Lembrando esse fato, dá para entender porque Babilônia, por si, símbolo de tudo o que não presta, é no capítulo 17, a "Grande Prostituta".

A Grande Prostituta (Ap 17.1-7)

Na abertura do capítulo 12, apareceu uma mulher. Estava gloriosamente vestida de Sol, pisava no tapete que era a Lua, e portava uma coroa de 12 estrelas. Essa mulher é a Igreja de Cristo.

Neste capítulo 17, aparece outra mulher. Está sentada sobre muitas águas. Não esqueçamos que "mar, muitas águas" é símbolo de nações. E essa mulher devassa, aqui chamada de "a grande prostituta", faz das nações o seu tapete, o que, aliás, está dito no verso 15, "Então o anjo me disse: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, línguas e nações." Enquanto a Igreja de Jesus Cristo é descrita como em glória, vestida de Sol, pisando a Lua e com uma coroa de 12 estrelas (tudo para dizer que ela é "gloriosa, sem mácula nem ruga nem coisa semelhante", cf. Ef 5. 27), neste capítulo , João fala de devassidão. Ela há de ser julgada por prostituição, falta de caráter.

O anjo transporta em espírito o apóstolo João até um deserto. Nele, é encontrada a referida mulher montada numa besta de cor vermelha. Esse monstro se caracterizava por ter 7 cabeças e 10 chifres, e estava carregado de blasfêmias. A roupa da mulher era de púrpura e escarlata (tecidos tingidos de finíssima qualidade, de grife, diríamos hoje), e estava enfeitada com jóias de ouro, de pérolas e pedras preciosas. Na sua mão, um cálice de ouro que continha toda a corrupção e sujeira próprias da sua vida devassa e desavergonhada.

Havia um nome escrito na sua testa:

"BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA".

Uma observação é que todas as personagens destes últimos contextos têm algo escrito na testa. Todos têm um "crachá", o cartão de visita:

os salvos têm o nome do Cordeiro que lhes trouxe o perdão e salvação;

os ímpios têm o número 666, a marca da besta;

e a prostituta, Babilônia, a mãe de todas as corrupções.

A essa altura, a mulher apresenta-se embriagada com o sangue dos mártires. Tantos irmãos nossos foram mortos na Igreja Apostólica porque foram perseguidos, acuados, violentados, jogados às feras, enfim, martirizados de mil maneiras, e aqui está Babilônia, a grande prostituta completamente bêbada, entorpecida, intoxicada. João a olha com admiração e espanto, ao que o anjo lhe assegura que irá proclamar todo o mistério daquela mulher e do monstro que lhe serve de montaria.

Não é difícil entender que João, fazendo menção da Babilônia, está, na realidade, referindo-se à cidade de Roma. Roma é a capital do império do mesmo nome, e feroz perseguidora dos crentes em Jesus Cristo. Os crentes quando leram, entenderam que o Vidente falava do Império Romano e não da Babilônia política e física. Há evidências que elucidam isso. O verso 9 diz que "as sete cabeças são os sete montes, nos quais a mulher está sentada". Roma está edificada sobre 7 colinas. Precisa dizer mais?

A verdade é que estamos rodeados pela influência e práticas da Babilônia apocalíptica.
Onde há mentira, idolatria, imoralidade, corrupção, deslealdade, traição, aí se manifesta o espírito da chamada "Grande Prostituta". Essa tendência é encontrada nas casas dos pobres e nas casas dos ricos, nas escolas, nas bocas-de-fumo, no ambiente político, no meio financeiro, no morro, no meio dos traficantes, nos chamados "bairros nobres" e nas "invasões", nas grandes avenidas, nas praças e, até, ...nas igrejas. O espírito da ganância, de ganhar por ganhar, de explorar o outro, de aproveitar-se da simplicidade de algumas pessoas é típico desta influência.

A queda da Babilônia é anunciada (Ap 18.1-5)

João afirma que, na visão, um anjo desceu do céu revestido de autoridade, o que fez a terra se iluminar com a decorrente glória. Este anjo exclama com forte voz: "Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios..." (v. 2ss.) E no contexto do alerta sobre a queda da Grande Prostituta, outra voz foi ouvida do céu, ordenando que o povo que se chama pelo Nome do Senhor se retirasse da cidade para que não fosse tido por cúmplice nas coisas erradas, nem sofresse inocentemente com os flagelos (morte, lamentações, fome e incêndios) que cairiam sobre ela, como realmente, mais adiante, Roma caiu fragorosamente, e a Roma de hoje não é sequer um décimo da Roma do passado.

Quem diria que os antigos impérios do Oriente seriam reduzidos a cinzas? Do Egito dos faraós, o que resta são ruínas e lembranças. Quando se vai do Cairo a Giza (Gizé) pela estrada que bordeja os canais do rio Nilo, ao se chegar à região das pirâmides, o que se vê é algo deslumbrante. As três grandes pirâmides (Quéops, Quefrem e Miquerinos) são extraordinariamente magníficas. A Grande Pirâmide tem altura superior a uns 8 de nosso templo. Para quê? Só para abrigar o corpo mumificado de um homem, e as riquezas de que precisaria na vida além, de acordo com sua teologia. Tudo foi roubado e levado para museus da Europa.

Que desprestígio para reis tão poderosos como os faraós cujas múmias foram contrabandeadas e na identificação das caixas estava escrito "BACALHAU". Assim terminou a glória desses impérios. O Egito moderno não representa a potência de Primeiro Mundo que era o Egito antigo. Lembranças e pó.

Da Babilônia dos jardins suspensos (uma das sete maravilhas do mundo antigo), só encontramos igualmente pedras e pó. A Roma Imperial, a Roma dos Césares e das injustiças, caducou, foi esmagada pelas invasões bárbaras. O que sobrou da Roma Antiga é só para turista matar a curiosidade. Tudo, entretanto, já havia sido antecipado nas profecias, como neste capítulo 18 do livro do Apocalipse.

Esta profecia coloca dentro do mesmo processo de julgamento "todas as nações", "os reis da terra" e "os mercadores da terra". Quer dizer, todos os que favoreceram e se favoreceram da Grande Prostituta são culpados e serão submetidos a rigoroso julgamento. Com essas referências, percebemos que haverá um julgamento especial para os que se aproveitaram do poder político e do poder econômico para empobrecer e prejudicar os outros, coisa de que todos os dias os jornais dão notícia, "E, contemplando a fumaça do seu incêndio, clamavam: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?" (v. 18). A nossa o é.

O julgamento não se fez esperar, pois "em uma só hora, foi devastada..." (leia os versos 16-19). Com Deus não se brinca, ou como ensina a Santa Palavra, "De Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6.7).

Alegria no céu! (Ap 19.1-9)

É o tema do capítulo 19. Os cânticos de louvor são dominantes ao longo de todo o relato.
Os grupos corais são formados por "uma numerosa multidão" (vv. 1-3, 6-8) e pelos "vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes" (v. 4). Houve também um solista anônimo (v. 5).
Nessa altura, o anjo profere uma expressão de bem-aventurança dos que são convidados a participar da festa de casamento do Cordeiro (Cristo) e de Sua noiva (a Igreja). João, de tão impressionado e grato pela bênção desse culto de ação de graças, ajoelha-se para adorar o anjo, que recusa a homenagem e aponta para Deus, o único que merece o nosso culto e louvor. "Olha, não faças isso! Sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus!", diz ele (v. 10).

Quando, finalmente, a Babilônia cair, a Igreja de Cristo vai se alegrar porque não faz parte do seu maléfico, deletério e pecaminoso sistema. A derrota de Satanás é um legítimo motivo de satisfação, alegria e louvor a Deus.

Entendamos que esse é o modo como a comunhão perfeita com Jesus Cristo se dará de fato. E se o cântico em 19.1 não deixa dúvidas sobre a salvação, o poderio, a glória e o senhorio serem de Cristo Jesus, então Deus tem todo o direito de julgar os Seus opositores e blasfemadores. É verdade que os césares (imperadores romanos) haviam exigido dos seus súditos reverência, culto e fidelidade porque a palavra de ordem era "César é o senhor!". No entanto, atendendo a uma visão e chamada eternas, a lealdade, a adoração e o profundo respeito eram prestados pelos cristãos a Jesus Cristo, e elevavam a palavra de ordem, de louvor, e de adoração, "Jesus Cristo é o Senhor!"

Pois é: "Caiu! Caiu a grande Babilônia...!" (18.2b)E dela não se ouve mais, porque "a sua fumaça sobe pelos séculos dos séculos" (19.3b)




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QUEM JESUS FOI REALMENTE?



QUEM JESUS FOI REALMENTE?


O Jesus liberal

Com a queda do racionalismo e o surgimento do existencialismo, alguns estudiosos procuraram entender Jesus à luz da experiência religiosa. Jesus passou a ser visto como um homem cujo sentido de dependência de Deus havia alcançado a plenitude. Esse conceito serviu de base para o desenvolvimento do seu retrato pintado pelos liberais, em que Ele era simplesmente um homem divinamente inspirado.

No século passado, os estudiosos, em busca do Jesus histórico, começaram a aceitar a ideia do "mito", ou seja, a ideia de que os Evangelhos são relatos mitológicos sobre Cristo, lendas piedosas criadas cm torno da figura histórica de Jesus pelos seus discípulos. Assim, firmou-se a ideia de que Jesus não ressuscitou fisicamente. A ressurreição, na verdade, era a crença dos discípulos na presença espiritual de Jesus.

A essa altura, os próprios estudiosos perceberam que a "busca" não os estava levando a lugar algum. Era fácil destruir o Cristo dos Evangelhos, mas eles não conseguiam reconstruir um Jesus histórico que os satisfizesse. As vidas de Jesus reconstruídas pelos pesquisadores diziam mais acerca dos autores do que da pessoa que eles tentavam descrever. Os autores olharam no poço profundo da história em busca de Jesus, e o que viram foi seu próprio reflexo no fundo do poço. Também perceberam que haviam esquecido ou minimizado um importante aspecto da vida e do ensino de Jesus, que foi o escatológico-apocalíptico, proclamando o aspecto ainda futuro do reino de Deus. Essa conscientização desfechou um golpe fatal na concepção liberal de um reino de Deus que se confundia com uma sociedade ética no mundo presente, ou numa experiência espiritual interior, que dominava na época.

Além disso, o estudo crítico dos Evangelhos começou a afirmar que eles (os Evangelhos) não eram biografias no sentido moderno, mas apresentações de Jesus altamente elaboradas e adaptadas por diferentes alas da comunidade cristã nascente. Portanto, era impossível, achar o verdadeiro Jesus, pois ficara soterrado debaixo da maquiagem imposta pela Igreja primitiva. Como conseqüência, alguns começaram a insistir que o centro da fé para a Igreja não era o Jesus da história, mas o Cristo da fé, criado pela igreja nascente. Portanto, a busca estava baseada num erro (que o Jesus histórico era importante) e era teologicamente sem valor. O único Jesus em que os estudiosos deveriam se interessar era o Cristo da fé da igreja, pois foi o único que influenciou a história. Alguns, assim, se tornaram absolutamente cépticos quanto à possibilidade de se recuperar o Jesus histórico.

Tentando "salvar" a busca, esses estudiosos acabaram por piorar a situação. Quando separamos a fé dos fatos históricos, o Cristianismo, despido do seu caráter histórico, e dos fatos que lhe servem de fundamento, torna-se uma filosofia de vida. Uma fé que se apoia num Cristo que não tem nenhum ancoramento histórico toma-se gnosticismo ou docetismo.

Assim, os Evangelhos e o retrato de Jesus que eles nos trazem, passaram a ser vistos como uma elaboração mitológica produzida pela fé da Igreja. Segundo seus defensores, foi a imaginação da comunidade que criou as histórias dos milagres e muitos dos ditos de Jesus.

Apesar das diversas tentativas de reconstrução, ao fim chegava-se a um Jesus cuja existência era não apenas implausível, como impossível de ser provada. O Jesus liberal, desprovido do sobrenatural e da divindade, foi uma criação da obstinação liberal, que se recusava a receber como autêntico o relato dos Evangelhos sobre Jesus. A falta de comprovação histórica e documentária quanto ao Jesus liberal acabou por dar fim à "busca". O Jesus do liberalismo pouco se parecia com o Jesus da concepção histórica da Igreja de Jesus Cristo, como sendo tanto humano quanto divino, as duas naturezas unidas organicamente numa mesma pessoa. O racionalismo eliminou a natureza divina de Cristo e a considerou como produto da Igreja, dissociada do Jesus da história. Jesus era apenas o grande exemplo, e a religião que Ele ensinou era simplesmente um moralismo ético e social.

O Jesus liberal fracassou cm todos os sentidos! Ele acabou fundando uma nova religião, mesmo sem querer. Acabou sendo "endeusado" pelos seus discípulos, contra a sua vontade. O seu ensino social e ético de um reino de Deus meramente humano acabou sendo sobrepujado pelo ensino de um reino de Deus sobrenatural, presente e ainda por vir. E sua verdadeira identidade se perdeu logo nos primeiros séculos, para ser "redescoberta" apenas depois de 2.000 anos de ilusões. Que ironia!

O Jesus libertador

Mas a tentativa dos estudiosos que não criam nos relatos miraculosos dos Evangelhos não parou com o fracasso. Em meados da década de 50, outros estudiosos, igualmente céticos, acharam que poderiam acertar onde os antigos liberais falharam, desde que não fossem tão radicais em seu ceticismo quanto aos relatos dos Evangelhos. Alguns discípulos dos teólogos liberais afirmaram que, apesar dos muitos erros nos Evangelhos, havia neles elementos históricos suficientes para se tentar chegar ao Jesus que realmente existiu. Um deles chegou mesmo a questionar: "se a Igreja primitiva era tão desinteressada na história de Jesus, por que os quatro Evangelhos foram escritos?" Os que escreveram os Evangelhos acreditavam seguramente que o Cristo que eles pregavam não era diferente do Jesus terreno, histórico.

Mas, ao fim, esses pesquisadores da "nova busca" pensavam de forma muito semelhante à dos seus antecessores: o Jesus que temos nos Evangelhos não corresponde ao Jesus que viveu em Nazaré há 2.000 anos, o qual pode ser recuperado pelo uso da crítica histórica. Uma coisa todos estes pesquisadores, antigos e novos, tinham cm comum: não criam na divindade plena de Jesus, na sua ressurreição nem nos milagres narrados nos Evangelhos. Para eles, tudo isso havia sido criado pela Igreja. Além disso, eram todos comprometidos com a filosofia existencialista em sua interpretação dos Evangelhos. Os resultados da pesquisa feita individualmente por eles, porém, eram tão divergentes, que a "nova busca" acabou desacreditada em meados da década de 70.

Mas o ceticismo destes estudiosos não deixou a coisa parar por aí. Faz poucos anos, um grupo de 75 estudiosos de diversas orientações religiosas reuniu-se nos Estados Unidos para fundar o "Simpósio de Jesus" (The Jesus Seminar), que os reúne regularmente duas vezes ao ano para levar adiante a "busca pelo verdadeiro Jesus". Suas idéias básicas são fundamentalmente as mesmas dos que empreenderam a "busca" antes deles, ou seja, que o retrato de Jesus que temos nos Evangelhos é uma caricatura altamente produzida, resultado da imaginação criativa da Igreja primitiva. A novidade é que agora incluíram material extrabíblico em suas pesquisas, como o evangelho apócrifo de Tomé, o suposto documento "Q" contendo ditos antigos de Jesus e os Manuscritos do Mar Morto.

A conclusão do simpósio é que somente 18% dos ditos dos Evangelhos atribuídos a Jesus foram realmente pronunciados por Ele. O simpósio, trouxe a público esse resultado de suas pesquisas bastante cépticas quanto á confiabilidade dos Evangelhos, causando grande sensação e furor nos Estados Unidos e na Europa, e reacendendo, em certa medida, o interesse pelo Jesus histórico. E mais uma vez a polêmica acerca de Jesus foi reacendida, desta feita ganhando até a capa de revistas internacionais como Time, Newsweek e U.S. News & World Report, e do Brasil, como Veja e Isto É. Ao final, o Jesus do simpósio é uma mistura de sábio tímido, modesto demais para falar de si mesmo ou de sua missão neste mundo. A pergunta é: como uma pessoa assim conseguiu ganhar o ódio dos judeus e acabar sendo crucificada, um fato que até os antigos liberais radicais reconhecem como histórico?

Várias outras tentativas têm sido feitas cm tempos recentes para se descobrir o Jesus que realmente existiu por detrás daquele que é representado nos textos dos Evangelhos. Ele tem sido retratado diferentemente como profeta e libertador social, simpatizante dos Zelotes e de suas idéias libertárias, reformador social por meio pacíficos e espirituais, pregador itinerante carismático e radical, instigador de um movimento, de reforma, libertador dos pobres, "homem, do Espírito", que tinha visões e revelações e uma profunda intimidade com Deus, de quem recebia poder para curar, fazer milagres e expelir demônios. Um hasside, homem santo da Galileia, um judeu piedoso, uma figura carismática, um operador de milagres, movendo-se fora do ambiente oficial e tradicional do judaísmo, um exorcista poderoso e bem sucedido - o catálogo é interminável. Mas todas essas tentativas têm uma coisa em comum: para seus autores, o Jesus pintado pelos Evangelhos é o produto da imaginação criativa e piedosa, da fé dos discípulos de Jesus. Os defensores destas idéias partem do conceito de que a Bíblia nos oferece um quadro distorcido do verdadeiro Jesus.

De volta ao Jesus sobrenatural

Entretanto, é preciso mais do que teorias, como estas que acabei de expor, para tornar convincente a tese de que a comunidade cristã inventou tanto material sobre Cristo, e que ela mesma acabou crendo em sua mentira. É quase inconcebível que uma comunidade tenha criado material histórico para dar sustentação histórica à sua fé. Uma comunidade que dá tal importância aos fatos históricos, não os criaria! Além do mais, essas teorias não levam em conta o fato de que os eventos e ditos de Jesus foram testemunhados por pessoas que estiveram com Ele, e que essas testemunhas oculares certamente teriam exercido uma influência conservadora na imaginação criativa da Igreja. Também ignoram o fato de que os líderes iniciais da comunidade os apóstolos, estiveram com Jesus e muito perto dos fatos históricos para dar asas à livre imaginação. Também deixa sem explicação o alto grau de unanimidade que existe entre os Evangelhos. Se cada Evangelho é o produto da imaginação criativa da igreja, como explicar diferenças entre eles? E se é o produto de comunidades isoladas, como explicar as semelhanças? Essas teorias são especulações e nada podem nos dar de evidência concreta. Portanto, continuamos a crer nas evidências internas e externas de que os Evangelho dão testemunho confiável do Jesus histórico, que é o mesmo Cristo da fé. Entretanto, o ceticismo crítico desses estudiosos influenciou de tal maneira os seminários que introduziu na Igreja de Cristo uma semente que produziu seu fruto amargo: um Evangelho e um Cristo, fruto da imaginação da Igreja, e que, portanto não tinham. poder, vitalidade nem respostas para as questões humanas. Resultado: igrejas esvaziadas por toda a Europa, em uma geração.

Queira Deus guardar as igrejas brasileiras dessas pessoas, e firmá-las cada vez mais no Senhor Jesus Cristo, fielmente retratado nas páginas dos Evangelho.




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A DOUTRINA DA ELEIÇÃO


A DOUTRINA DA ELEIÇÃO 

Na eleição Deus não é parcial e não faz acepção de pessoas
 Alguém que "faz acepção de pessoas", é alguém que, atuando como juiz, não trata aqueles que vêm ante ele conforme seu caráter, senão que nega a uns o que justamente lhes pertence e dá a outros o que não é justamente deles – isto é, é alguém governado pelo prejuízo e por motivos sinistros, e não pela justiça e pela lei. As Escrituras negam que Deus faça acepção de pessoas neste sentido; e se a doutrina da predestinação apresenta Deus atuando desse modo, teremos que admitir que Deus é injusto.

As Escrituras ensinam que Deus não faz acepção de pessoas, porque Ele não escolhe um e rejeita outro com base em circunstancias externas como raça, nacionalidade, riquezas, poder, nobreza, etc. Pedro diz que Deus não faz acepção já que Ele não faz distinção entre judeus e gentios. Sua conclusão após ser divinamente enviado a pregar ao centurião romano, Cornélio, foi, "Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável" (At 10.34,35). Através de toda sua história os judeus creram que como povo eram objetos exclusivos do favor de Deus. Uma leitura cuidadosa de Atos 10.1 a 11.18 revelará quão revolucionária era a idéia de que o evangelho haveria de ser pregado aos gentios também.

Paulo, igualmente, diz, "glória, porém, e honra e paz a todo aquele que pratica o bem; ao judeu primeiro, também ao grego. Porque para com Deus não há acepção de pessoas" (Rm 2.10.11). E, novamente, "Já não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há varão nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus". Logo acrescenta que não são os judeus externamente, mas aqueles que são de Cristo os que, no sentido mais profundo, pertencem a "linhagem de Abraão", e "herdeiros segunda a promessa" (Gl 3.28,29). Em Efésios 6.5-9 ordena os servos e senhores a se tratarem com justiça; por que Deus, que é Senhor de ambos, não faz acepção de pessoas; e em Colossenses 3.25 inclui igualmente as relações entre pais e filhos e entre esposas e esposos. Tiago diz que Deus não faz acepção de pessoas porque não faz distinção entre rico e pobre, nem entre aqueles que usam vestiduras finas e os que se vestem com simplicidade (Tg 2.1-9). O termo "pessoa" nestes versículos significa, não o homem interior, ou a alma, mas a aparência externa, que tão freqüentemente influi tanto em nós. Portanto, quando as Escrituras afirmam que Deus não faz acepção de pessoas, isto não significa que Deus trata a todos por igual, senão que a razão pela qual Ele salva um e rejeita outro não é porque um seja judeu e o outro gentio, ou porque um seja rico e o outro pobre, etc.

Se todas as pessoas fossem inocentes, Deus seria injusto e se deixaria levar de respeitos humanos se as tratasse de maneira desigual, salvando umas e condenando as demais. O fato, no entanto, é que todos são pecadores e nada merecem de Deus.

Deus é misericordioso para com aqueles a quem salva, sem ser injusto para com aqueles a quem condena, visto como podia ter condenado a todos sem ser injusto. Quando a Bíblia diz que Deus não faz acepção de pessoas, não quer dizer que Ele não distingue pessoas, dando a uns o que nega a outros. 


Que todas as pessoas não têm os mesmos dons e as mesmas oportunidades é um fato inegável. Sabemos existir muita gente que nunca teve oportunidade de ouvir o Evangelho, e nações inteiras, durante séculos, foram privadas desse privilégio. Quando a Bíblia diz que Deus não faz acepção de pessoas quer dizer que ele não faz distinção por motivo de raça, riqueza, condição social, etc., e também que Ele recompensará cada um de acordo com as suas obras. Veja-se Atos 10.34; Romanos 2.11; Tiago 2.9 e 1 Pedro 1.17. Nenhuma diferença faz entre judeus e gentios; julgará a todos de conformidade com as obras de cada um, visto como não faz acepção de pessoas. Mas nossa salvação não é algo devido aos nossos méritos; procede da graça divina. A este respeito Deus pode dizer o que o proprietário, respondendo, disse: "Amigo, não te faço injustiça; não combinaste comigo um denário? Toma o que é teu, e vai-te; pois quero dar a este último tanto quanto a ti. Porventura não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque os meus são bons?" (Mt 20.13-15).

O decreto divino da eleição não pode ser acusado de parcialidade, porque isto só é cabível quando uma parte tem o que exigir de outra. Se Deus fosse obrigado a perdoar e salvar o mundo inteiro, seria parcial se salvasse apenas alguns e não todos. Parcialidade é injustiça. Um pai é imparcial e injusto se desconsidera direitos e exigências iguais de todos os seus filhos. Um devedor é parcial e injusto se, no ato de pagar a seus credores, favorece uns às custas dos outros. Nestes casos uma parte tem certa reivindicação a fazer sobre a outra. Mas é impossível Deus mostrar parcialidade em salvar do pecado, porque o pecador não tem qualquer direito ou reivindicação a apresentar.

A afirmativa de que Deus é obrigado, seja nesta vida, seja na outra, a oferecer perdão de pecados mediante Cristo a todo o mundo, não apenas não tem apoio na Escritura, como é contrário à razão, visto como transforma a graça em dívida, envolvendo o absurdo de que, se o juiz não oferece perdão ao criminoso, contra quem lavrou sentença condenatória, não o trata com equidade.

CONCLUSÃO

A eleição ou predestinação é a missão resgate de Deus, pois Deus não deixou todo o gênero humano perecer no estado de pecado e miséria que merecia. A doutrina da eleição não é uma filosofia cega. É construída, sustentada e revelada pela Palavra de Deus. Veja por exemplo Deuteronômio 7.6-9; Atos 13.48; Romanos 8.29,30; Efésios 1.4,5; 2 Tessalonicenses 2.13; 2 Timóteo 2.10; Tito 1.2, etc. Esta eleição, conforme dizem corretamente os teólogos calvinistas, é "incondicional", isto é, Deus elege independente de méritos, fé ou obras do indivíduo. E isto só é possível porque a eleição é um ato gracioso de Deus (Rm 11.5). Sendo assim, devemos compreender que a eleição divina nunca é uma questão de justiça. Portanto, erram aqueles que dizem que Deus seria injusto se escolhesse alguns e não todos para a salvação. A eleição é questão de graça. A condenação sim, é questão de justiça.

Mas ninguém poderá entender a doutrina bíblica da eleição se não compreender adequadamente a doutrina bíblica do pecado. Porque "a pressuposição do eterno decreto divino da eleição é que a raça humana é caída; a eleição envolve o plano gracioso de Deus para o resgate" (Fred H. Klooster). Você acredita realmente que todos pecaram em Adão (cf. Rm 5.12) e que ninguém é merecedor da vida eterna? (cf. Rm 3.23). Se a sua resposta for afirmativa, então esteja certo de que nunca poderá entender a eleição como sendo injustiça. Deus teria sido perfeitamente justo se não elegesse ninguém (cf. Mt 20.14,15; Rm 9.14,15); no entanto, Ele quis, soberanamente, mostrar para alguns o Seu favor imerecido. Por isso, Paulo fala da "eleição da graça" (Rm 11.5). Na verdade, tudo que recebemos de bom é pura expressão da graça de Deus para conosco, como por exemplo, o arrependimento para a vida eterna (At 11.18), a salvação em Cristo (At 15.11; Ef 2.8,9) e o serviço cristão (1 Co 15.10; Ef 2.10).

Deus também não faz acepção de pessoas, porque Ele não escolhe uma pessoa e rejeita outra com base em circunstâncias externas como raça, nacionalidade, riquezas, poder, nobreza, etc. O fato de Deus não salvar todo mundo só confirma a tese de que Ele não é obrigado a salvar todo mundo. Graça não é dívida; é graça!

É importante esclarecer que a eleição divina não é a salvação; é para a salvação (2 Tm 2.13; 2 Tm 2.10). E entre ambas (eleição e salvação) está a evangelização, servindo de ponte para ligar duas partes inseparáveis (Rm 10.14-17; cf. At 18.9-11). Com isto aprendemos que não procede o falso conceito de que se uma pessoa é eleita, ela será salva independentemente de crer ou não em Cristo pelo evangelho. Pensar assim seria simplesmente um absurdo! Como também não procede a idéia de que esta doutrina da eleição "acomoda o crente para a evangelização". A eleição, conforme a Bíblia também ensina, é para serviço (cf. 1 Pe 2.9; 2 Pe 1.10). "Serviço" aqui deve ser entendido no mais amplo sentido do termo: evangelização, ação social, etc; portanto, somente os desavisados acreditariam que a eleição acomoda o crente para a obra de Deus. Lendo 2 Timóteo 2.10, aprendemos que para Paulo a eleição incentivava a evangelização ("tudo suporto por causa dos eleitos", dizia) e garantia os bons resultados da evangelização ("para que também eles [como os demais crentes] obtenham a salvação que está em Cristo Jesus com eterna glória"). Não é verdade que o apóstolo que mais defendeu a doutrina da predestinação foi um dos que mais trabalhou na obra de Deus? (1 Co 15.9,10).

Além da salvação e o serviço propriamente ditos, a eleição tem, ainda como finalidade, a santidade de vida (Ef 1.4). A eleição é "para sermos santos". Deste modo, também não tem sentido a objeção de que a certeza de salvação que a eleição produz leva à libertinagem. A vida que não se expressa em santidade é incompatível com a doutrina bíblica da eleição (cf. 2 Pe 1.3-11).

COMO NASCE UMA HERESIA


COMO NASCE UMA HERESIA

 Meus irmãos. Depois de sete dias em jejum e oração, tive uma visão. Jesus, montado no jumentinho, entrava em Jerusalém e, ao passar por mim, disse: - Filhinho, assim como este jumentinho está me carregando, ele carregará seus problemas para bem longe. Diga a meu povo que uma vez por ano, durante uma campanha de sete sábados, todos orem com uma réplica deste jumento nas mãos. Os que fizerem esse sacrifício com fé, serão prósperos.

QUEM ME FEZ PECAR?


QUEM ME FEZ PECAR?
Quando André aceitou assumir a diretoria daquela escola publica já sabia que teria muito trabalho pela frente. Aquela escola era muito conhecida pela indisciplina dos alunos, mas, ele estava disposto a mudar esta situação.

Então ele começou seu trabalho chamando os alunos a sua sala.

---Pedro, perguntou o diretor, por que você roubou os biscoitos de seu amigo?
---Sabe o que é, disse Pedro, é que meus pais discutiram quando eu tinha seis anos de idade e hoje eu não consigo parar de comer. E depois eu iria pagar pelos biscoitos... André ficou surpreendido com aquela resposta, mas era apenas o começo. Veja o que disseram outros alunos:

---Beatriz, por que você falta às aulas de educação física?
---É porque eu tenho um defeito genético que me faz detestar educação física.
---Patrícia, por que você não faz sua lição de casa?
---Porque minha mãe não me dá chocolate. O senhor tem que dizer para ela que se ela não me der chocolate eu não vou fazer a lição mesmo, e vou ser burra pelo resto da vida. Será que ela não entende?
---Paulo, por que você não assiste às aulas de geografia?
--- Porque eu tenho trauma de geografia.
André ficou impressionado com a capacidade daqueles alunos de justificarem seu mau comportamento.

Vivemos em dias de vitimização, em que o homem faz de tudo para não assumir a culpa pelo seu pecado. Incrível o que faríamos, as desculpas que inventaríamos, para não admitir que somos ruins, pecadores e culpados.

Quem me faz pecar? Certamento não pode ser minha a culpa. Tem que haver alguém que posso culpar
.

Mas como vamos descobrir, reconhecer que a fonte do pecado está dentro em mim, e não fora, é um dos primeiros sinais de alguém que tem uma fé viva. De fato, é condição ou pré-requisito para uma fé verdadeira, pois sem esse reconhecimento ninguém se salva!

O verdadeiro crente por definição vive a sua fé no nível do coração., Esse é um dos problemas com muito evangelismo dos nossos dias. Tentamos salvar pessoas que não sabem que estão perdidas! Oferecemos Jesus como se fosse mais uma opção de auto-ajuda, ou talvez uma a muleta para trazer prosperidade e boa sorte, e não a única esperança de pessoas desesperadas, em perigo de eterna condenação no inferno. Mas ninguém vai querer ser achado quando não sabe que está perdido. Ninguém se salva quando não sabe que está condenado.

O autor bíblico, Tiago, já 2000 anos atrás, antecipava essa tendência do coração humano de culpar a todos menos a si mesmo pelo pecado. Pior é que, quando culpamos aos outros, estamos de fato culpando o próprio Deus pelo nosso pecado.

Olhando para o texto de Tiago 1.13-16 percebemos como ele lidava com esta tendência do coração humano. Primeiro ele deixou uma clara proibição de não jogar a culpa pelo pecado em outros, principalmente Deus e, segundo, ele explicou que a raíz de todo pecado não está nos outros, mas, sim, em mim mesmo.

I. A Proibição: Não Culpar a Deus pelo meu Pecado 1.13)

Alguns leitores de Tiago estavam culpando a Deus por uma provação que levava ao pecado. Como alguns hoje não pagam seus impostos e se justificam dizendo: "Se eu pagar tais impostos minha empresa não vai sobreviver", muitos ali se justificavam com desculpas semelhantes.
Mas essas justificativas pelo pecado, em efeito, culpavam o próprio Deus que prometeu Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar (1 Co 10:13).

Afirmar que outros são responsáveis pelo meu pecado é o caminho mais fácil e mais popular de escaparmos responsabilidade pessoal.

A palavra "tentação" constrói uma ponte entre esse parágrafo e o anterior. É a mesma palavra traduzida "provação" e "tentação". A ideia é de uma situação difícil que provoca uma resposta.
Mas tudo depende de quem origina a situação. Quando Deus nos coloca numa situação de provação, sempre é para nos aprovar, mostrar genuína nossa fé. Quando o Inimigo explora desta mesma situação, é para nos derrubar, desqualificar e, acima de tudo, para sujar o nome do nosso Deus. Quando provados, podemos dizer que somos testados por Deus, para revelar Seu Filho em nós. Mas nunca, nunca, podemos dizer que Deus é responsável direta ou indiretamente por nos colocar numa situação que nos provoca a pecar.

Talvez você esteja pensando, "Mas eu nunca iria culpar a Deus pelo meu pecado." Mas pense de novo. Somos experts em racionalização e justificação do nosso pecado. Temos "n" maneiras de passar a culpa pelo nosso próprio a outros e, na última análise, no próprio Senhor.

A expressão Deus não pode ser tentado pelo mal indica que não há nada em Deus que corresponda à tentação. Não há nada em Deus que possa ser seduzido a fazer o mal. É como alguém que tenta agarrar com suas mãos a neblina da manhã: sua tentativa será tola e inútil.

Uma vez que Deus não é seduzido pelo mal e nada há nele de mal, Ele não é a fonte nem o responsável, direta ou indiretamente, pelo meu pecado. Seria totalmente incoerente para Deus tentar incitar alguém ao mal, visto que Ele é tão distante do pecado que não podia nem encarar seu próprio Filho na cruz do Calvário.

Gostaria que você me acompanhasse por um pequeno tour, primeiro pelo mundo, depois pelas Escrituras, para descobrir como o homem atual não é muito diferente do que o homem antigo em termos do desvio da culpa.

O Mundo Atual

Como culpamos a Deus e outros pelo nosso pecado? Uma variedade de respostas, que refletem a degradação dos nossos tempos, são encontradas. Boa parte das tentativas científicas, filosóficas, teológicas e psicológicas dos nossos dias tem como propósito isentar o homem da culpa e transferí-la para outros!

1. Ciência

Evolução-o homem é produto de tempo + chance ou "acaso". Um mesclar de átomos formando, por acaso, moléculas, um conglomerado a-moral que, graças à sorte, formaram um ser inteligente.
Então, não sou eu culpado pelo "pecado" (se tal existe) mas sim, o conjunto de elementos e qúimicas que compõem o "Eu"

Medicina-o homem está "doente", mas não culpado. Ele sofre da doença de alcoolismo, mas não pode ser chamado um "alcoólatra" ou bêbedo (hoje, usa-se o novo termo, "acoolista" para dar a idéia de que ele é vítima do álcool, não um adorador dele.) Pessoas que abusam da comida tem transtornos alimentares quando de fato são bolímicas ou glutonas.

Genética-o homem é produto de DNA, genes e cromossomos e é programado por eles para ser o que é.

2. Psicologia

Behaviorismo-o homem é produto do seu ambiente. Ele é um animal, que quando condicionado pelo mal, mau se tornará, mas quando condicionado pelo bem, será bom. Culpado é o ambiente.

Auto-estima-a raiz de todos os males é que não me amo o suficiente . . . por isso, fico desanimado, bebo demais, fofoco, minto, etc. Culpado são os que me oprimiram.

Trauma e Regressão à Infância- Os verdadeiros culpados são meus pais e Deus.

Vitimização-não sou membro de uma família conturbada pelo pecado, mas uma família disfuncional.
Psicánálise-sou dirigido por instintos básicos que, quando remprimidos, me levam a extrapolar meus desejos. Complexos sexuais causados pelos pais, pela sociedade, pelo id, ego ou contra-ego, mas certamente não pela minha natureza pecaminosa. Culpada é a sociedade, a religião e o instinto básico.

3. Teologia/Filosofia

Pós-modernismo. O mundo atual evoluiu para uma filosofia/teologia de pós-modernismo. O que enfrentamos hoje quando fazemos a pergunta, "Quem é responsável pelo meu pecado?" é "O que é pecado?" O pecado se tornou relativo. (Pós modernismo não é tão pós-moderno assim . . . quase 4000 anos atrás na época dos juízes havia muitos pós-modernistas: "Cada um faz o que era reto aos seus próprios olhos." No mundo hoje, não existe absolutos. Ninguém tem o direito de dizer "Isso é errado" ou "aquilo é pecado". Se não existe um absoluto, estou livre do pecado, pois afinal, não existe pecado quando não há lei. Eu sou minha própria lei. Por isso listamos pós-modernismo como resposta "teológica" à questão da culpa e do pecado.

Batalha espiritual-Mas existem outras tentativas mais sutis de minimizar o pecado, mais "espirituais". O que se vê em muitas igrejas hoje é uma ênfase em batalha espiritual que tem praticamente o mesmo efeito de isentar o indivíduo do seu pecado. Em algumas formas de batalha espiritual os demônios é que são responsáveis pelo pecado do homem.

Alguns movimentos chegam a dar nomes para esses demônios que não encontramos de forma alguma na Bíblia. O efeito é que, de forma sutil, culpamos a outros e não a nós mesmos pelo pecado:
Tenho o demônio de depressão . . . de ira . . . de fornicação . . . de espancamento... de sonegação . . . de mentira . . . É muito cômodo, então, fazer um exorcismo, algum rito religioso, para me livrar do "demônio" e também da culpa. Mas enquanto não tratamos da raíz, esses "demônios" voltam.

Maldição de família-Uma outra forma "religiosa" de me justificar e isentar da culpa é pela doutrina da "maldição de família". Não sou eu o responsável pelo pecado, pois tenho fantasmas pairando sobre meu passado; ancestrais que são responsáveis pelo que sou. Preciso regressar, renunciar, decretar para me livrar dessa maldição que me força a pecar. Mas de novo, não sou eu mas outros (e na última análise, o próprio Deus que me colocou nessa família) que são responsáveis pelo meu pecado.

Cura Interior-Certamente há necessidade de cura interior para todos nós. O pecado tem deixado cicatrizes em nossos corações. Mas alguns movimentos promovem técnicas espetaculares, emocionais e/ou psicológicas para lidar com o pecado sem perseguir o problema até a raíz-o coração humano e a natureza humana. Somos vítimas, muitas vezes, sim; mas também somos responsáveis diante de Deus pelas nossas reações pecaminosas ao pecado. Ao invés de culpar aos outros (alguns movimentos até chegam ao ponto de "perdoar a Deus", devemos confessar nosso pecado. Em vez de culpar os pais, irmão, patrões, vizinhos, devemos perdoá-los e nos arrepender dos nossos pecados.

Não negamos a influência e o impacto que o pecado de outros têm, que existem feridas profundas, cicatrizes e verdadeiras vítimas do pecado. Mas não podemos culpar essas circunstância pelo nosso pecado! De uma forma ou outra, todas essas respostas, todas essas tentativas, representam maneiras de nós culparmos o próprio Deus pelo nosso pecado. Afinal de contas, é como que disséssemos que foi Ele que nos colocou naquela família, foi Ele que permitiu que nossos ancestrais fossem assim, foi Ele que não impediu que os demônios nos atacassem, foi Ele que permitiu que perdéssemos nosso emprego, foi Ele que enviou aquela mulher para trabalhar na minha firma, foi Ele que...

Será que eu e você caímos no mesmo erro que Tiago adverte? Culpar aos outros, e especialmente a Deus, é marca de quem não está permitindo que a vida de Jesus seja vivida nele.

II. A Explicação: Eu Sou Responsável pelo meu Próprio Pecado (14-15)

Onde não há culpa pessoal, não há graça individual. Para alguém ser salvo, tem que ficar perdido. Tentamos salvar algumas pessoas mostrando todos os benefícios sem primeiro mostrar que são perdidas.

Tiago mostra como eu sou o principal responsável pelo meu próprio pecado. O verdadeiro cristão, para se tornar cristão, tem que reconhecer esse fato. O primeiro ponto do Evangelho é: Eu sou pecador! Essa mensagem não é muito popular em nossos dias. Preferimos falar em erros, falhas, defeitinhos, mas não em pecado como ofensa contra um Deus santo.

Tiago usa uma analogia apropriada de pecado sexual para descrever o processo mortífero que leva ao pecado:

Cobiça Atrai Seduz Concebe Dá à luz: pecado Morte

As Escrituras

Culpar outros pelo meu pecado tem uma longa história nas Escrituras. Veja:

1. Adão e Eva (Gn 3:12-)

Quando Deus confrontou Adão ele transferiu sua culpa para outro dizendo que a culpa não era dele, mas sim da mulher. Aliás, disse Adão, foi a mulher que Tu me deste; ou seja, no final das contas a culpa era de Deus que lhe tinha dado aquela mulher. E, afinal, por que Deus tinha de criar a serpente? Mais uma razão pela qual ele não era culpado e sim Deus, até a serpente que o enganou existia pela vontade de Deus.

2. Arão (Ex 32:24)

Moisés teve de confrontar seu irmão por Ter levado o povo à idolatria. Mas este também transferiu sua culpa para outro. "Olha Moisés, visto que você sumiu e não voltava, e o povo precisava de uma direção espiritual dadas as desfavoráveis circunstâncias, não tive escolha a não ser fazer este bezerro de ouro".

3. Saul (1 Sm 13:12)

Samuel ficou extremamente triste quando viu que Saul havia oficiado o sacrifício que era de sua responsabilidade. Confrontado, Saul não admitiu sua desobediência, apenas disse que o fez por causa das circunstâncias tão urgentes. Vemos, portanto, que o homem de hoje não é diferente do homem do passado.

Haverá, então, algum remédio para isto?

O caminho da graça começa quando reconhecemos a nossa culpa!

Pv 28:13 diz: O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. (Sl 32:1-5)

1 Jo 1:9 diz que se confessarmos os nossos pecados Deus é fiel para nos perdoar. Esse é um caminho confiável, tanto para aquele que nunca abraçou Jesus como seu Salvador, quanto para aquele que já conhece Jesus mas é tentado a se desculpar pelo pecado. Confissão significa concordar com Deus sobre o meu pecado. Os pecados devem ser identificados pelos seus nomes e confessados. É chegar diante dele e dizer: Senhor, pequei contra ti porque tenho mágoas em meu coração e tua Palavra diz que isto é pecado. Perdoa-me. A obra de Cristo na cruz, morrendo no nosso lugar, pagando o preço de toda a sujeira que já cometemos, é suficiente para livrar da condenação eterna todos que depositam sua confiança unica e exclusivamente nEle. Sua ressurreição garante que todos os nossos pecados foram perdoados.

Não há necessidade para os alunos da escola do Diretor André, muito menos nós, justificarmos nosso pecado. O caminho da graça começa quando reconhecemos a nossa culpa, e corremos até o perdão oferecido por Cristo Jesus.



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